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Líder: nasce pronto ou se faz?

Líder: nasce pronto ou se faz?

“Se uma planta tem como missão desabrochar sua natureza específica em seu potencial máximo, ela deve primeiramente ser capaz de crescer no solo onde foi plantada.” Carl G. Jung, Tipos Psicológicos

Trabalho com desenvolvimento de competências empreendedoras há 25 anos e nos últimos 10 anos tenho focado em liderança. Um degrau a mais de quem está empreendendo e pretende desenvolver um negócio de resultados exponenciais.

Tenho estudado muitos autores da área da psicologia, pedagogia, psicanálise, sociologia na busca de uma resposta de que porque alguns têm um “talento natural” para empreender ou liderar. A resposta está diretamente ligada a frase dita por Jung e transcrita no início do texto.

A influência da cultura, da família, do ambiente, das circunstâncias é significativa para a formação de uma personalidade. Veja alguns comportamentos disfuncionais que podem fazer com que seu filho ou sua filha sejam impedidos de desenvolver muito do seu potencial e restringindo sua capacidade de empreender e liderar.

1. Evitar o risco

Estava em um hotel com uma grande porta e uma calçada bem larga. A rua era bem movimentada de carros mas quase nenhum pedestre. Um garoto com cerca de 3 anos chegou na porta, olhou para os dois lados e quando foi dar o primeiro passo para a calçada, a avó correu e segurou ele. “Não pode descer. É MUITO perigoso!”. O menino poderia ter descido na calçada com a avó acompanhando e orientando ele sobre os possíveis perigos.

Querer impedir que seu filho sofra com o fim de um namoro. “Não dê bola. Logo você arruma outra.” Não permitir que suas crianças caiam e vejam isto como normal. Possivelmente gerará adultos arrogantes e com baixa autoestima, porque não aprenderam a lidar com as frustrações e os “machucados” da vida.

Psicólogos europeus descobriram que crianças que não podem brincar fora de casa e que nunca chegam a se machucar de leve (por sofrer uma pequena queda), frequentemente desenvolvem fobias na idade adulta.

2. Estar sempre de prontidão para socorrer.

As crianças necessitam aprender a caminhar sozinhas, para que tenham autonomia. Do contrário, você criará um adulto acomodado e inconsequente. As crianças precisam aprender a lidar com suas dificuldades. Orientar sim, impedir que a criança aja, não.

3. Premiar ou elogiar com facilidade

 

Elogios aos comportamentos positivos sempre são bem vindos. Mas você não precisa transformá-lo no príncipe herdeiro de um reinado que nem você tem. Ele tem que se sentir amado. Mas os comportamentos inadequados precisam ser apontados e corrigidos. Se você somente reforçar o positivo há a tendência de que ele comece a omitir ou mentir por medo de decepcionar você.

4. Amor sem medida

Quando eu era criança os pais exigiam respeito. Não lembro de minha mãe ou meu pai choramingando pelo amor dos filhos. Hoje parece que há uma necessidade dos pais em serem amados. E para serem amados mimam. Um “não” ou um “agora não” permite que suas crianças e adolescentes batalhem pelo que realmente querem e dão valor.

5. Ser pais infalíveis

Compartilhar seus erros do passado pode ajudar seus filhos a encontrarem melhores formas de agir. Você se torna um pai ou uma mãe real. Seus filhos têm muitas fontes de influência na família, nos amigos, nos youtubers. Procure ser a melhor fonte que eles tenham. Em uma adolescência normal eles irão querer fazer tudo do jeito deles. E os pais necessitam permitir isso. Por isso, revelar suas vivências e aprendizagens pode contribuir muito com eles e com a relação entre vocês.

6. Maturidade não é inteligência, talento ou comunicação

Você pode acreditar que quando seu filho demonstra ser inteligente isso é um sinal de maturidade. Isso pode ser um equívoco. Seus filhos poderão ter mais independência quando você perceber que eles respondem bem às pequenas responsabilidades. Maturidade tem a ver com arcar com as consequências, lidar com as frustrações e ter equilíbrio emocional. Na dúvida sobre a maturidade de seu filho, observe outras crianças da mesma idade.

7. Faça o que eu digo, não faça o que eu faço.

Crianças veem e fazem. A maior parte do que ensinamos é pelo exemplo. A maior parte do que eles aprendem é por observação. Como pais, é nossa responsabilidade demonstrar o que queremos que nossos filhos sigam. O primeiro modelo de liderança que seu filho seguirá será o dos pais. Seja honesto, fale a verdade, respeite os outros, viva com dignidade. Eles estão de olho em você.

Comunidade Sebrae
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