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LIDERAR É CRIAR O FUTURO

LIDERAR É CRIAR O FUTURO

É papel do líder assegurar o crescimento e a continuidade do negócio.

Eu aposto que você já ouviu ou leu essa frase, em artigos e manuais sobre liderança. É uma afirmação absolutamente verdadeira. Mas, feliz ou infelizmente, a forma de chegar lá, não é mais a mesma.

A única maneira efetiva de liderar para o futuro, em tempos exponenciais, é desenvolvendo a capacidade de criar o futuro.

Soa bonito, não é? Mas vamos trazer isso para o concreto. Por anos a fio, líderes foram treinados para avaliar segmentos e mercados, analisar a concorrência, otimizar a cadeia de valor, gerir pessoas enquadradas em organogramas complexos, e, de posse de uma leitura de cenário profunda e detalhada, desenvolver estratégias para mitigar ameaças, e maximizar oportunidades para ampliar mercado, conquistar novos clientes e aumentar a lucratividade. Perfeito! A não ser pelo fato de que várias e várias empresas que você conheceu, desapareceram do mercado fazendo exatamente isso, da forma mais profissional possível.

Seus líderes, seguramente, não eram fracos ou despreparados. Ao contrário, eram extremamente bem formados e possuíam sólido histórico de realizações. Entretanto, não foram treinados para compreender que, em tempos exponenciais, as oportunidades de crescimento, cada vez mais frequentemente, não estão no mesmo setor, não se baseiam no mesmo modelo de negócios e não são acessadas a partir das ferramentas clássicas que conhecemos.

Essa nova liderança, precisa aprender a dominar o pensamento lateral e a capacidade de buscar, incansavelmente, formas de matar o seu próprio negócio. Parece louco? Pois é a mais pura verdade. A Blockbuster, maior rede de locadoras do planeta, teve a oportunidade de comprar uma pequena empresa de entrega de DVDs por uma ninharia. Seus líderes, orientados pelas ferramentas de planejamento tradicionais e pelas análises de força da indústria do entretenimento, recusaram. Anos depois, essa pequena empresa, chamada Netflix, levou a gigante à falência. A razão? Incapacidade da liderança estabelecida de enxergar que seu negócio não era alugar DVDs, mas sim, levar entretenimento à casa das pessoas, independente do meio ou canal.

O apego às formas tradicionais de se fazer negócios, que foram historicamente bem-sucedidas, tornou-se o caminho mais rápido para o fracasso. É preciso substituir essa mentalidade, por uma orientada a olhar o mundo de forma ampla, compreendendo com clareza o negócio em que estamos atuando e buscando possibilidades de usar a tecnologia amplamente disponível e cada vez mais barata, para criar novos modelos de negócio e novas formas de gerar valor. Qual é, de fato, o negócio em que você está? Que novos modelos podem ser imaginados? Que atritos podem ser eliminados do processo de consumo do que eu vendo ou entrego para o meu cliente? Que tendências de comportamento estão alterando a dinâmica do mercado? E, principalmente, o que é possível criar para tornar o meu próprio negócio obsoleto, da forma mais rápida e contundente possível?

Virar as costas para perguntas dessa natureza, pode significar caminhar para a irrelevância. Do outro lado, ter sucesso na busca de respostas para tais perguntas, é o caminho mais rápido para, efetivamente, começar a criar o futuro.

Comunidade Sebrae
Allan Costa
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Palestrante, consultor, autor de 60 Dias em Harvard, co-fundador da Curitiba Angels, co-fundador do AAA Inovação

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