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O Desafio da Liderança Exponencial

O Desafio da Liderança Exponencial

Honestidade. Saber delegar. Comunicação. Confiança. Compromisso. Atitude positiva. Criatividade. Intuição. Capacidade de inspirar. Sintonia com as pessoas.

Segundo lista publicada na Forbes Magazine – uma das mais importantes publicações do mundo na área de negócios -, essas são as dez qualidades que formam um ótimo líder. Eu não acredito que ninguém, em sã consciência, possa questionar a relevância desse conjunto de atributos para o exercício da liderança. Mas, considerando que vivemos tempos de profundas transformações em ritmo extremamente acelerado, é impossível não nos perguntarmos: será que elas são suficientes?

Eu acredito, categoricamente, que não!

Passamos décadas estudando e aprendendo sobre gestão e liderança utilizando métodos criados durante a Revolução Francesa (época em que o modelo educacional de professor falando e alunos ouvindo foi concebido) e até hoje utilizamos instrumentos completamente obsoletos na administração de nossas empresas. Por exemplo, sua empresa tem um organograma para organizar sua estrutura? Se tem, saiba que ele foi inventado por um general do exército prussiano em 1856 para funcionar a serviço de uma lógica de comando e controle, completamente inapropriada a tempos de estruturas matriciais e de multidisciplinaridade.

O problema, é que o mundo em que vivemos tornou inúteis todos os paradigmas e crenças do passado. Vivemos hoje em um mundo exponencial, onde startups bilionárias surgem da noite para o dia. Onde indústrias inteiras desaparecem (olá, Kodak; olá Blockbuster) e são substituídas por empresas nascentes que reinventam seus modelos de negócios. E onde a lógica da competitividade não se baseia mais no velho modelo de ganho de escala para dominar a cadeia de valor e o mercado (olá, redes de hotéis; olá, grandes redes de varejo) mas sim na atuação em rede baseada em plataformas de negócios.

Nesse cenário, o perfil do líder que irá liderar em tempos de quarta revolução industrial e de inovações disruptivas, se altera drasticamente. As qualidades relacionadas pela Forbes, sem dúvida, continuam importantes. Mas elas servirão apenas de base, para um conjunto mais amplo de virtudes, necessárias para navegar com sabedoria os mares nunca dantes navegados, nos quais nossas empresas passaram a se aventurar.

Nos próximos artigos, irei relacionar algumas dessas qualidades e virtudes. Falaremos, entre outras coisas, sobre a necessidade de dominar a arte de fazer conexões; de criar uma visão de futuro que mobilize e aglutine; e de compreender que é preciso não mais apenas pensar grande, mas pensar de forma não-convencional. 

Ao final, teremos percorrido uma trajetória que, possivelmente, irá gerar incômodo e reflexões instigantes. Mas, a essa altura, já temos consciência de que todo e qualquer desenvolvimento que valha a pena, está fora da zona de conforto que conhecemos. E é pra lá que essa viagem vai nos levar.

Vamos juntos?

Comunidade Sebrae
Allan Costa
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Palestrante, consultor, autor de 60 Dias em Harvard, co-fundador da Curitiba Angels, co-fundador do AAA Inovação

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