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O LÍDER MATRICIAL

O LÍDER MATRICIAL

Há tempos temos discutido que as organizações se horizontalizaram. Menos níveis hierárquicos a serviço da agilidade demandada por esses novos tempos. É comum, em palestras e conversas com empresários, quando abordo o tema “hierarquia”, a ampla maioria afirmar que isso ficou no passado e que suas empresas se modernizaram.

Será mesmo?

Me responda à seguinte pergunta: qual é o instrumento que a sua empresa usa, para organizar ou representar áreas, setores, departamentos, responsabilidades e subordinações?

Se a resposta for organograma, talvez seja hora de se perguntar se, realmente, sua empresa se modernizou de verdade no que tange à sua estrutura de funcionamento.

O organograma, tão amplamente ainda utilizado no mundo corporativo, é uma invenção de 1856 e foi criado por um general do exército prussiano para organizar suas tropas e suas estruturas de... comando e controle. Tipicamente verticalizadas, como em qualquer exército.

A liderança de tempos exponenciais precisa compreender a dinâmica do mundo atual, que há muito tempo deixou de operar sob a lógica da cadeia de comando e passou a funcionar em rede, de forma matricial.

Você certamente já ouviu dizer que o Uber é a maior empresa de transporte de passageiros do mundo sem ter um carro; o AirBnB é a maior empresa de hospedagem do mundo sem ter um quarto; e assim por diante. Isso acontece porque a lógica preponderante do mercado na era industrial, que presumia que eficiência e competividade eram fruto de posse de ativos e ganhos de escala, foi substituída por uma realidade em que ter os ativos não é o que cria valor, mas sim, a capacidade de organizar ativos e consumidores em rede.

Se essa dinâmica é a que prevalece no mercado e tem criado as empresas mais bem-sucedidas no planeta, então porque continuamos estruturando nossas organizações em torno de um instrumento bizarro criado em 1856 sob a lógica do comando e controle?

O líder precisa entender que seu poder de influência e capacidade de criar resultados, reside exatamente na sua capacidade de enxergar a complexidade da teia de relações à sua volta e de mobilizar os recursos necessários para obedecer a uma lógica que raramente é previsível e estruturada. O líder de tempos exponenciais, é mestre em criar conexões, em estabelecer parcerias (dentro e fora da organização), e em mobilizar recursos, não seguindo a lógica hierárquica de outrora, mas em torno de objetivos que devem estar, sempre orientados ao cliente e às necessidades do mercado.

Comunidade Sebrae
Allan Costa
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Palestrante, consultor, autor de 60 Dias em Harvard, co-fundador da Curitiba Angels, co-fundador do AAA Inovação

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