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O que é mais importante para ter sucesso na vida: ter um alto quociente de Inteligência(QI) ou um alto quociente emocional(QE)?

O que é mais importante para ter sucesso na vida: ter um alto quociente de Inteligência(QI) ou um alto quociente emocional(QE)?

O auto conhecimento é uma expressão que vem sendo bastante utilizada no mundo dos negócios. Utiliza-se muito a expressão para disseminar a ideia de confiança, de comunicação mais efetiva, condições estas necessárias para determinar a efetividade de um líder. 
E vejam que interessante: a Talent Smart, uma empresa de consultoria em inteligência emocional, após ter conduzido uma pesquisa em nível internacional, com mais de um milhão de pessoas, descobriu que aproximadamente 90% da pessoas que apresentaram os mais altos níveis de performance, conseguem também ter os mais altos níveis de gerencia de emoções e tirar o melhor de uma situação ruim.
Nosso cérebro emocional tem evidenciado resultados surpreendentes a nível das relações no trabalho, ou seja, quando o comportamento da liderança  expressa emoções de energia, ética, respeito, consideração e prazer, nossas mentes tem a tendência a se comunicarem umas com as outras, ampliando a energia intelectual, emocional  e o engajamento da força de trabalho.
O conhecido consultor e professor Daniel Goleman, autor do livro Inteligência Emocional, defende que no Q.I., a inteligência, não é a única forma de definir o sucesso de uma pessoa, e colabora com 20%; já o quociente emocional, que se relaciona com a inteligência emocional colabora om 80%. Ou seja, de que adianta ser uma pessoa muito inteligente, mas não ser capaz de administrar bem as emoções? E Goleman pergunta, “Você sabe, para que servem as emoções?”, e ele explica que, são elas que nos guiam na disposição distinta de agir nas diferentes situações da vida humana. O cérebro emocional, desempenha uma função decisiva na arquitetura neural, permitindo poderes de influenciamento nos centros de pensamento. O conflito permanente entre a mente racional e a mente emocional, podem também trazer ondas de excesso emocional que esmagam a racionalidade, em delírios de raiva e medo, aonde as emoções escapam ao controle e o cérebro emocional ‘corre solto’.

Outro comentário pertinente, é de Frost, no livro “Emoções Tóxicas no trabalho” quando menciona que emoções negativas como a raiva, a tristeza, são emoções tóxicas para o corpo humano, são dores emocionais, que a empresa deve ter a curiosidade em investigar, tanto suas origens como o desenvolvimento, ou contágio com o corpo de células organizacionais, costurando por vezes o próprio tecido cultural que mantém e orienta em todo seu ambiente sócio produtivo. Ambientes de trabalho, cujas emoções que os mantém, tem em sua composição elementos tóxicos, não se tornam um corpo saudável mas sim, um contexto de desequilíbrio emocional, de polaridades como luz e sombra, atitudes racionais e atitudes emocionais, entre liberdade humana e cultura da inteligência. 
A neuroliderança traz para a área da neurociência, uma saudável ferramenta para a compreensão da dor que o mundo corporativo vive hoje, no sentido de obter um ambiente que fomente mudanças produtivas, com uma liderança transformadora, intraempreendedora, comprometida emocional e intelectualmente com sua força de trabalho. O auto conhecimento ou como Goleman classificou o primeiro nível da inteligência emocional de ‘self conscious’ (auto consciente), significa compreensão profunda das suas próprias emoções, forças, fraquezas e necessidades e vão permitir que as decisões se harmonizem com seus valores. A liderança ética, transformadora e também auto consciente, traz nos valores da honestidade e coerência, a criação e manutenção de um ambiente de trabalho saudável e confiável. 
Para desenvolver sua inteligência emocional, aqui estão algumas sugestões que podem lhe auxiliar: 
    Seja cuidadoso com suas emoções. Você tem o direito de ficar triste ou sentir raiva, mas procure buscar as razões e alterar seu mindset, seu quadro mental e encontre uma saída.
     Para não julgar as pessoas, conheça suas crenças que limitam sua aproximação com as pessoas e coloque-se no lugar do outro. Pense que esse alguém não tem nada a ver com seus problemas e sensações.
    Esteja atento ás suas responsabilidades e mantenha o foco, concentre-se no trabalho, inspire e expire até sentir calma. 
    Mantenha-se motivado. A motivação é uma energia que lhe dará forças para seguir em frente, escolhendo um trabalho que goste.
    Aprenda a dizer não quando for preciso. Isso é fundamental!
 

Comunidade Sebrae
Marilda Corbellini
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Sou Marilda Corbelini, educadora com Doutorado na área de Empreendedorismo Social pela PUC-SP. Meus primeiro contato com o empreendedorismo foi através da criação dos Programas de Educação Empreendedora no Brasil.

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