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Dores de Crescimento

Dores de Crescimento

Estamos vivendo um momento impar na história da economia mundial. A pandemia veio para destruir todas as projeções do PIB ao redor do globo, e o mais natural seria que hoje eu fizesse uma análise sócio-econômica ou no mínimo tentasse traçar um roteiro incerto para superar a crise, mas não, meu intuito é o de fazer apenas uma reflexão a respeito do que estamos vivendo.

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O panorama geral não é bom e estou longe de ter síndrome de Poliana com seu jogo do contente, mas  é necessário aceitar que não existe momento ruim para empreender, para quem tem visão. Creio que valha a pena que nos lembremos do exemplo da Fuji e da Kodak. A primeira viu a crise que se aproximava do seu segmento e reinventou-se. Mudou seu rumo e adequou-se ao novo momento. A segunda ficou estagnada e fracassou.

O período é de reinvenção! Tudo vai se transformar: o que "dava" dinheiro antes, pode dar prejuízo, e o que antes era impensado pode prosperar. Portas se fecham e outras muitas se abrem. Enfim, mudanças incertas estão por vir e outras já chegaram. Enquanto eu pensava nessas coisas, e em todo o colapso econômico e suas sequelas na sociedade, não pude deixar de lembrar o incontável número de vezes que ouvi alguém falando que o mercado é competitivo e cruel.

Calma aí!

Não podemos culpar o mercado por características tão humanas. É engraçado pensar que mesmo entre as pessoas da área dos negócios, os aprendizados e oportunidades não são apenas econômicos, senão que são humanas.

COMPANY DANCE CENTER mostrando o lado bom do lado ruim nessa ...
Essa quarentena tem sim seu lado bom, pois quantos executivos não foram surpreendidos olhando para os seus filhos adolescentes e pensaram no quão rápido eles cresceram. Outros tiveram tempo para dedicar às suas famílias, e alguns até tiraram os olhos das metas frias do faturamento e miraram em metas de doações para os mais necessitados.

A pandemia nos separou fisicamente, mas nos uniu como seres humanos nos lembrando até a importância dos nossos entes queridos. Já quarentena nos mostrou que o mercado não é cruel. O que acontece é que muitos de nós nos cegamos e ficamos obcecados com a sede de deixar pegada na história, afinal uma pessoa deixa marca quando constrói algo grande e para isso o único meio é o trabalho. Só agora, muitos de nós percebemos que de nada serve deixar uma marca na história, e na vida das pessoas se para isso tivermos que sacrificar a nossa própria. 

O trabalho é bom e é necessário. É por meio dele que a vida humana evolui e se desenvolve. O ideal é que todos consigamos encontrar o equilíbrio para viver e trabalhar bem, dessa maneira os resultados serão mais vantajosos para todos. Quão bom seria se nesse momento da nossa história os homens e as mulheres de negócio conseguissem evoluir sua visão de mercado e sua visão como seres humanos.

Certamente, ao final de tudo isso teríamos a visão geral de que as dores causadas por esse vírus foram dores de crescimento.

 

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Jean Felipe Kosiba 

Novos Negócios

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