[ editar artigo]

Investir tempo em planejamento é um bom investimento?

Investir tempo em planejamento é um bom investimento?

O planejamento e o plano de ação constituídos de maneira formal, na maioria das vezes, não estão inseridos dentre as principais tarefas da vida empresarial. Planejar é um verbo que, por vezes, assume caráter informal, ficando no plano e na projeção mental.

Realizar um planejamento de vida, assume uma dimensão ainda mais distante quando a perspectiva é pessoal. 

Frases como: “tudo que planejei até hoje, não deu certo”; “Para que planejar, sempre precisa fazer ajustes”... São alguns dos motivos apontados pela ausência de planejamento formal.

Ocorre que, por vezes, falta motivação para fazer o planejamento de vida e empresarial. Destina-se mais tempo na execução de atividades diárias, no trabalho, pois este possibilita a materialidade e o retorno das ações num espaço de tempo menor, do que o do planejamento. 

Essa necessidade da materialidade nas ações, acaba por impulsionar o indivíduo indo direto para a execução sem antes refletir sobre o processo em sua totalidade. Acredita-se que a necessidade de geração ou ampliação de receita são os principais impulsionadores do imediatismo, subestimando a importância de uma ação planejada adequadamente. 

O planejamento informal faz parte do dia a dia da grande maioria das pessoas. Planejar a execução das atividades geralmente obedece a ordem de prioridade temporal e da materialidade das ações no curto prazo. Ocorre pois, que, a ação pautada no imediatismo, fica deficiente de uma reflexão mais aprofundada, da quantidade de energia dispensada, da análise de alternativas de forma adequada. Existe a percepção de que planejar as ações se constitui em perda de tempo. Mas, será que isso é verdade?

Um planejamento constituído a partir da percepção do que é coerente, verificando opções mais convenientes e adequadas, potencializa as chances de resultados positivos. Isso ocorre porque as ações a serem empreendidas são resultantes da análise e reflexão de dados e fatos reais. O caminho a ser percorrido apresentará mais clareza e segurança pois seu processo construtivo está embasado no real e contempla os objetivos empresariais.

A percepção da importância de um planejamento de vida ou estratégico, estar conectada com a construção de um modelo mental ou mindset vencedor, pautado no desenvolvimento da inteligência comportamental e emocional. O artigo “Conhece-te a ti mesmo?? Frase ultrapassada ou utópica? Imaginária ou real?” traz subsídios importantes para um processo de reflexão, fomentando este tema que está em alta nos dias atuais. Conectando com a importância do planejar, neste mesmo artigo, citamos que: Segundo a publicação do Sebrae “Causa Mortis - O sucesso e o fracasso das empresas nos primeiros anos de vida”, os principais fatores do fechamento de empresas, são em função da ausência de Planejamento Prévio; Gestão Empresarial; Comportamento Empreendedor (SEBRAE-SP, 2014). Ressaltando a dimensão do assunto ora tratado.

A partir desses apontamentos, observa-se que a realização do planejamento é um passo fundamental para a alavancagem do sucesso pessoal e empresarial. Com base neste, têm-se subsídios para a tomada de decisões mais assertivas. É importante considerar neste processo que o planejamento é a base direcionadora, podendo ser revisto e alinhado conforme as atividades vão se desencadeando. Talvez, esse seja um grande fator agregador do planejamento: sua função de promover um processo de análise e sua versatilidade de adaptar-se frente às novidades que podem emergir com o passar do tempo.

O processo de reflexão desencadeado nessa construção, apresenta inúmeros efeitos indo muito além dos mensurados e materializados no papel.  A construção deste, contempla alguns resgates históricos positivos ou não, ações, projeções, remetendo a um processo de reflexão contínua, muitos desses de forma não consciente

No processo que fomenta a reflexão e construção de um modelo mental vencedor, no artigo tal, sugere-se um caminho a ser percorrido. Parte deste caminho, foi descrito em artigos anteriores.

Um  aspecto importante durante o processo de construção de um plano de vida e do planejamento estratégico, é estar no presente, no aqui e agora.  Isso eleva o nível de consciência e potencializa as possibilidades de realizar escolhas mais assertivas. O único tempo possível de agir é no tempo presente. Para o tempo futuro, projetam-se as ações.

Mas, o que é necessário fazer para aumentar a consciência do aqui e agora e tomar decisões mais assertivas, conectadas com a minha missão de vida?

Primeiramente, faz-se necessário olhar para seu lado interior, sua individualidade. Neste olhar interno, busque refletir sobre em que você é realmente bom, suas qualidades, virtudes e competências: Como elas contribuíram para você chegar até aqui? Liste pelo menos 3 de cada, considere as principais. O que lhe torna único? 

Nessa construção, faz-se necessário refletir e pontuar também, sobre os pontos a melhorar, aqueles que precisam ser aperfeiçoados ou adquiridos. O que tem limitado o seu sucesso? Quais são as desculpas que conta para si mesmo? Quais são as crenças limitantes? Quais são os sabotadores do dia a dia, aqueles que carinhosamente denominam-se “bengalas”? Tenho usado o discurso de ser vítima da vida, das circunstâncias, das pessoas, do mundo?

Além do olhar interno, busque refletir sobre seu corpo físico, sua aparência e saúde. Como tem cuidado dele? Você já agradeceu hoje pela sua condição física? Como seu corpo contribui na sua evolução? Você tem investido para ter um corpo saudável?

O processo de reflexão gerado para conhecer/identificar a missão de vida , mostra-se como subsídio fomentador e de apoio na construção do planejamento de vida e estratégico. Assim, posso fazer uma leitura tanto interna quanto do ambiente a que pertenço, do mundo, de maneira mais real. Isso permite uma visão mais abrangente e completa, que possibilita conectar de maneira instantânea os fatos a soluções e encaminhamentos possíveis. Essa postura permite maior conhecimento e domínio, fomentando a proatividade. O que te motiva para a ação?

Planejar o futuro parte da capacidade de identificar os desejos e sonhos, o mundo que deseja construir e pertencer. O ser humano que deseja se tornar no futuro, quais qualidades e virtudes deseja potencializar, as competências que deseja desenvolver. A relação familiar que deseja constituir e, no campo profissional, como deseja estar. Imagine-se nesse processo e responda: Onde estarei? Com quem? Fazendo o quê? Quem serei? Importante destacar, a necessidade de conquistar também,  o equilíbrio entre o corpo, a mente e o espírito.

Um ponto primordial na identificação e na realização dos desejos para o futuro, é considerar a conexão destes que com a sua missão de vida.  Para identificar essa conexão, é necessário seguir de forma metódica a análise das seguintes perguntas: O que eu quero fazer, é coerente? É adequado? Me convém fazer? Pontuar e analisar os prós e os contras fornecerá subsídios para o processo decisório e a construção do planejamento de vida e estratégico.  

Uma frase já muito conhecida e usada de Lewis Carroll, cabe perfeitamente neste contexto abordado: “Se você não sabe para onde ir, qualquer caminho serve”. 

A história de sua vida não pode ser construída de maneira imatura e impensada.

Seja o diretor e o ator principal de sua vida! 

 

Planeje e construa a sua vida na melhor versão.

Sinta, reflita e construa!

Seja feliz!

 

Luiz Augusto Burei | Rosecleia Burei Presa

Equipe Agroburei Agribusiness

Novos Negócios

Comunidade Sebrae
Ler conteúdo completo
Indicados para você