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Por que o estudante de Direito treme ao pensar em abrir o próprio negócio?

Por que o estudante de Direito treme ao pensar em abrir o próprio negócio?

Muitas pessoas pensam que ser advogado é ter uma vida cheia de trabalhos que o deixarão em evidência, andando com boa aparência, grande estilo e com aquele ar de superioridade típico do personagem bonitão de uma série televisiva. A verdade é que essa visão é romantizada, e fica cada vez mais inalcançável conforme o estudante de direito avança nos períodos da sua formação. Quanto mais o tempo passa para um acadêmico da área mais a insegurança acaba por afogar o glamour mítico da profissão.


Depois de pensar muito e mudar de ideia varias vezes, aquele que optou pela vida privada à concurseira, se depara com o medo ao desconhecido. Sei bem do que estou falando por ser um estudante do último período do curso de direito, e ainda que não tenha experiência prática em empreender na área, gostaria de compartilhar um pouco daquilo que assombra quem se encontra na mesma situação.

“(…) Dois anos depois estávamos saindo pra comemorar o recebimento do valor da primeira causa ganha: duzentos reais (…). Isso foi o que um professor nos contou no primeiro período. O que eu me perguntava na época era como eles tinham aguentado pagar o aluguel e outras despesas de custo fixo, já que ganharam a primeira causa apenas 24 meses após o início das suas atividades, sem falar que começaram do zero e certamente o número de clientes que podia representar algum lucro solicitando consultoria jurídica ou precisando de hora técnica era bem escasso. Isso é algo que tem-me acompanhado, desde então, percebo que é por essa razão que muitos profissionais do direito optam por trabalhar para outros advogados, e aceitam receber valores bem inferiores aos recebidos pelos seus empregadores, se frustrando com a sensação de quem fez todo o trabalho, mas infelizmente não teve coragem de se arriscar para abrir o seu próprio escritório. Não posso julgar esses profissionais, afinal nem todos tem tempo para esperar o retorno do próprio escritório, principalmente nos dias de hoje com tanta concorrência.

Acredito que a receita para o sucesso nesse ramo, seja a excelência nos serviços prestados e a paciência. Sendo excelente naquilo que faz, o advogado cria o legado do seu nome. Tendo nome ele atrai clientes, mas para isso, terá que trabalhar muito, buscar e alcançar cada vez mais conhecimentos para ir onde outros profissionais não chegam.

Creio que as inseguranças experimentas por mim e por vários colegas acadêmicos se dê pela dificuldade natural dessa carreira. Ao ir a um restaurante você logo percebe se gostou ou não. Basta uma refeição para poder dizer “esse lugar é bom”. Agora, para fazer o nome de um vai tempo. Se tratando de uma consultoria, o resultado não é imediato. Para que um cliente indique um advogado para outro é necessário além do bom atendimento, o resultado, e esse ultimo pode levar anos.

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Certamente falar é mais fácil que fazer, mas espero um dia poder estar relatando como foi abrir um escritório, que mesmo entre todas essas dificuldades e inquietações, deu certo! Ditas preocupações são válidas e necessárias para que a exigência pessoal nos leve à excelência profissional.
 

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Jean Felipe Kosiba 

Novos Negócios

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