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A lição dos Makers para a inovação

A lição dos Makers para a inovação

Zapeando na TV ouvi algo que me chamou bastante a atenção: “errar muito, errar rápido e errar barato”. Esse foi um comentário feito por um dos principais Makers do Brasil, Edgar Andrade, falando sobre o novo reality show do Discovery Channel.
 

Mas do que se trata? Bem, depende. Pode ser só uma frase para descrever um monte de gente criativa, produtiva e inovadora na TV ou pode ser algo a ser aprendido e aplicado por milhares de empreendedores Makers no Brasil.

Fiquei curiosa. Como assim “errar muito, errar rápido e errar barato?” Isso pode mesmo existir? Pode. Para estar nesse reality os participantes precisam conhecer de tudo um pouco, indo da programação de computadores à marcenaria – por isso do termo Maker; passando por robótica, números e cálculos aos relacionamentos interpessoais, mas o mais importante: ser criativo, buscar soluções rápidas, não desistir e inovar.


Inovação é a palavra-chave para esse pessoal Maker que tem muito a ensinar. O movimento Maker surgiu nos Estados Unidos (no Vale do Silício, nos anos 60 e 70), com a ideia de Faça-Você-Mesmo (ou Do-it-Yourself) – se você imagina que nunca ouviu falar disso, basta lembrar que o Steve Jobs criou a Apple assim! Esse pessoal acredita que todo mundo pode inovar, construir, consertar, modificar e fabricar os mais diversos tipos de objetos com as suas próprias mãos, capacidade e criatividade.

Um grande mercado surge do movimento Maker que inspira, inclusive, as start-ups e eventos como Campus Party, estimulando a criação de produtos e serviços inovadores, a transformação digital e a nova economia digital. O melhor de tudo é que a gente pode aprender e buscar inspiração nesse pessoal para lá de ousado.

Mas quem já tem a veia Maker – e não sabia disso até hoje – e não está na disputa Makers Brasil, pode colocar seus conhecimentos e ideias em prática, trocar conhecimentos e conhecer grupos de pessoas tão curiosas e inovadoras em todo o país.


A lição dos Makers: Exemplos Locais

Na capital paranaense, por exemplo, tem um grupo público chamado “Curitiba Makers Meetup”, que reúne 277 membros que trocam ideias e se ajudam a discutir problemas, dificuldades, dicas e até promovem eventos sobre o tema. Em São Paulo tem o Fazedores, que tem como filosofia: crie, construa, compartilhe.


Isso tudo não faz a diferença só para os negócios, mas para melhorar o mundo. Em 2017, a Novozymes, multinacional dinamarquesa, criou uma plataforma aberta mundial, chamada HelloScience, para proporcionar a conversa entre Makers, cientistas, desenvolvedores, pesquisadores, empreendedores, investidores e gente criativa sobre os mais diversos assuntos. O desafio era criar para o UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) uma solução que ajudasse a tratar água e torná-la potável para milhares de crianças no mundo, já que 18 mil crianças morrem todos os dias por conta de bactérias encontradas na água.

Cabeças pensantes, inovadoras e criativas podem mudar o mundo.

 

 

 

Comunidade Sebrae
Paula Batista
Paula Batista Seguir

Jornalista, especialista em Ciência Política e Sociologia Política. Graduanda em Direito, trabalha na Agência de Notícias Lide Multimídia e atua comunicação há mais de 20 anos.

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