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As vantagens da geolocalização

As vantagens da geolocalização

Você está circulando por um supermercado, uma rede de lojas, um shopping center ou um centro de beleza. Ao sair, mesmo sem falar com ninguém ou não preencher nenhum cadastro, você recebe uma mensagem perguntando sobre a sua experiência naquele ambiente. Mas como isso ocorre? Isso é possível a partir de ferramentas de geolocalização.

A gente nem percebe, mas nossa vida está envolvida pela geolocalização. Do Google Maps, passando pelo já ultrapassado Foursquare, Uber e Waze, todos são aplicativos que se baseiam na geolocalização para facilitar a vida do usuário, mas também para oferecer outras marcas e serviços que podem ser interessantes dentro das coordenadas que estamos ou frequentamos.

Muitas empresas apostam nisso já há algum bom tempo, como é o caso do geomarketing, que é um termo utilizado para guiar ações de marketing com os clientes levando em consideração a visualização de mapas, rotas, focada na localização correta e a oferta mais apropriada para a obtenção de novos clientes e retenção dos atuais, além de planejamento de novos pontos de vendas.


As grandes empresas estão apostando no geomarketing. Um exemplo é a rede Riachuelo, que utilizou o geomarketing para o planejamento das suas novas lojas no país. A experiência deu certo e fez com a rede saísse de 77 unidades para 145 pontos de vendas em seis anos. Outro exemplo de sucesso é O Boticário, que investe em geomarketing para o cruzar dados para abertura ou reforma de lojas, identificando números como a renda média dos consumidores da região. Na gastronomia, a rede Domino’s Pizza usa para identificar a renda média dos consumidores.


E ninguém é melhor que o Google para falar sobre geolocalização.

A empresa, no Brasil, diz que o segredo da comunicação com o consumidor é falar com ele na hora certa. Para testar essa afirmativa, eles fizeram um teste. Colocaram no ar uma campanha de display divulgando uma nova funcionalidade do aplicativo mobile do Google Search. Segundo eles, a estratégia foi usar peças dinâmicas citando lugares específicos das cidades do Rio de Janeiro e São Paulo e segmentar a audiência para que elas fossem exibidas de duas formas diferentes: para pessoas situadas num raio de 2km desses locais e para qualquer pessoa dentro da cidade. O objetivo do teste era descobrir que tipo de segmentação traria o melhor resultado.

Os resultados comprovaram que a geolocalização é mesmo uma ferramenta poderosa. Os anúncios segmentados para pessoas próximas ao lugar mencionado na peça tiveram um CTR (taxa de cliques) 45% maior do que aqueles que eram exibidos para pessoas em qualquer lugar da cidade, comprovando a relevância de entregar a mensagem certa na hora certa.

Uma das startups que mais se destacaram ano passado, no 100 Open Startups Inovation, foi a Allya, de São Paulo. Indicada como uma das mais atraentes do mercado, a aposta deles é oferecer benefícios para consumidores e empresas, usando dados de geolocalização. Para isso, eles criaram um aplicativo que oferece descontos em estabelecimentos que sejam mais adequados ao perfil do usuário.

Fundada em 2015 e residente do Cubo Itaú – maior centro de inovação e empreendedorismo da América Latina, a Allya tem 32 colaboradores 21 mil parceiros. Atualmente já são mais de 230 mil funcionários beneficiados e usuários da rede de empresas clientes, como a Kroton, Accenture, Raízen, Saint Gobain, Linx, Cooperativa Grupo Pão de Açúcar, Gerdau e outras.

Por meio da geolocalização, o funcionário encontra o tipo de produto e serviços que desejar naquele momento, como espaço para tatuagem, padarias, livrarias, academias, barbearias, salão de beleza, farmácias, depilação, restaurantes, escolas para os filhos, bem como cursos de idiomas e EAD, que vão até 50% de desconto. Tratando-se de entretenimento, parques, karts, teatros e até cinemas fazem parte da plataforma – esse último item sem limite de ingressos e taxa de conveniência na reserva pela internet, entre outros.


Se engana quem pensa que a ferramenta serve apenas para as ações com os consumidores. Recentemente, a empresa Nasajon Sistemas criou uma tecnologia que permite que empresas limitem a localização no momento do registro e validem a identidade do seu colaborador. Uma funcionalidade muito importante para quem tem colaboradores home-office, vendedores ou trabalhadores de forma remota.

Para gerenciá-los, a Nasajon oferece um sistema que utiliza o reconhecimento facial e a geolocalização. A ideia é que, por meio de um aplicativo para celular - já disponível na Play Store -, gestores e colaboradores possam otimizar ainda mais a marcação do ponto. Contudo, José Manuel, diretor da empresa, explicou que o grande diferencial no uso desse recurso é que a desenvolvedora trabalha na prevenção de fraudes, preparando o software para identificar os conhecidos “GPS Fake”, que geram localizações falsas.

Comunidade Sebrae
Paula Batista
Paula Batista Seguir

Jornalista, especialista em Ciência Política e Sociologia Política. Graduanda em Direito, trabalha na Agência de Notícias Lide Multimídia e atua comunicação há mais de 20 anos.

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