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Comunicação do futuro em curto prazo

Comunicação do futuro em curto prazo

A regra é a interação com o consumidor

A palavra da atualidade em comunicação é “mobile”. Acesso ao que o consumidor quer, na hora que ele desejar, e onde ele quiser. Aliado ao conceito de branded content - o conteúdo relevante com a chancela de uma marca – a comunicação móvel pegou carona com os smartphones, que hoje estão nas mãos de todas as classes brasileiras. E, junto com o mobile, a convergência digital promove a possibilidade de inovação na relação do marketing com os consumidores, cada vez mais alinhada às ações de divulgação de uma marca.

Vídeos de dispositivos móveis ganharão ainda mais espaço. Além de um posicionamento cada vez mais imediatista em relação à comunicação e marketing, a aposta é que um crescimento ainda maior dos vídeos gravados em dispositivos móveis, por parte do público, marketing e da própria imprensa.

A praticidade e a rapidez para trabalhar este tipo de material e a sua comunicação é a chave para compreender o aumento exponencial nos últimos anos. Mais do que uma tendência, o smartphone como ferramenta de comunicação deve ser uma constante pelo menos até o fim desta década, quando gadgets mais sofisticados poderão – ou não – terem surgido. No papel de disseminador de virais, o Facebook, Twitter e YouTube permanecem como os principais instrumentos de compartilhamento deste tipo de vídeo.


Passado é o tempo em que as rádios se restringiam às transmissões AM e FM, no Brasil. Hoje, a grande maioria das emissoras possui comunicação ao vivo disponível em seus sites ou estão disponíveis no formato digital. Para a audição no mobile, apps como TuneIn Radio e Rad.io estão disponíveis nos principais sistemas operacionais (iOS, Android e Windows Phone), e contam com um acervo mundial, com emissoras regionais e internacionais. Com esses apps, é possível ouvir uma rádio do interior do Paraná estando em Nova Iorque, por exemplo.

Podcasts online passarão a ter uma audiência cada vez maior, também. Comentaristas políticos como Carlos Alberto Sardenberg e Reinaldo Azevedo vão além da programação e agora possuem todos os seus áudios disponíveis para audição, gratuitamente e a hora que o ouvinte bem entender.

Ainda sem um representante brasileiro, existe uma nova vertente de jornalismo online no exterior. Com semelhança ao jornalismo impresso na riqueza de informações e comunicação, mas com a adição de referências virtuais e hiperlinks, sites como Longreads e Narratively propõem a criação de notícias online além do hard news, com um aspecto mais detalhado, fotos em alta resolução, infográficos e um apelo estético ideal para tablets e e-readers.

Esse tipo de inserção é uma ótima perspectiva para a comunicação e o marketing das empresas, que poderão trabalhar ainda mais na produção de conteúdos audiovisuais, como vídeos, ações de live marketing e podcasts que integrem ainda mais a imagem de uma marca.

Talvez a tendência mais importante para um mundo da comunicação, publicidade e do marketing que precisa se reinventar a cada dia, o branded content torna ainda mais tênue a linha que divide a propaganda e o jornalismo, fazendo dela quase que indistinguível.

A personalização nas redes sociais – falar diretamente com o usuário, interagir como uma pessoa e não uma marca – também é uma das características do branded content. A identificação do público com os valores da marca é a palavra-chave e, para isso, é necessário criatividade.

Mais do que nunca, os empreendedores precisam pensar em estratégias cada vez mais afinadas de comunicação com seu público-alvo.

Comunidade Sebrae
Paula Batista
Paula Batista Seguir

Jornalista, especialista em Ciência Política e Sociologia Política. Graduanda em Direito, trabalha na Agência de Notícias Lide Multimídia e atua comunicação há mais de 20 anos.

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