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Desafios das mulheres empreendedoras

Desafios das mulheres empreendedoras

Empoderamento das mulheres. O tema é relativamente antigo, mas contínuo, e abrange diversos aspectos da vida da mulher, principalmente, suas relações sociais – familiares, amorosas e, atualmente, com grande ênfase nas relações profissionais. Como citado nos Princípios de Empoderamento das Mulheres, descritos pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Em se tratando do mercado de trabalho e empreendedorismo, no decorrer dos séculos a mulher já conquistou espaços importantes, mas ainda batalha para ampliar o respeito e o reconhecimento, numa caminhada que lhe exige muito mais que competência e inteligência, exige também muito equilíbrio emocional. A jogadora Marta, da Seleção Brasileira de Futebol, fez a sua parte nessa Copa do Mundo, ao jogar de batom vermelho e com sua chuteira preta Go Equal, um manifesto pela equidade de gêneros. Leia mais AQUI.  


A psicóloga Sandra Rover, dentro deste contexto, diz que é possível citar exemplos de desafios comuns que as mulheres enfrentam ao se posicionar no mercado, como: a carga extra de trabalho (a mulher precisa trabalhar o dobro para provar que é realmente competente), jornadas duplas e triplas, salários mais baixos, invejas, fofocas, entre tantos outros dissabores.

As mulheres têm acesso a todas as ferramentas que precisam para criar e administrar, tanto as empresas das quais pertencem, quanto seus próprios negócios, mas as dificuldades são muito grandes e o preço que se paga muito baixo, com diferenças salariais de até 30 % em relação aos homens que exercem o mesmo cargo.

No cenário brasileiro, segundo o Mulheres Empreendedoras, o Brasil conta com mais de 5,7 milhões de mulheres à frente de seus negócios, além de estarem presentes em 30% das sociedades de empresas ativas. Isso mostra quanto são capazes. Uma pesquisa do Serasa Experian, mostra ainda que 59% das empreendedoras brasileiras estão na classificação de pequenas e médias empresas e 11% são sócias de grandes empresas. O perfil social mostra que estas mulheres em geral têm mais de trinta anos, um alto grau de escolaridade e elevado padrão de vida.

O empoderamento feminino apresenta uma nova concepção de poder, onde de forma competente e democrática a mulher passa a assumir novas posições na sociedade e nas empresas, como por exemplo em cargos de alto comando, construindo novos mecanismos de responsabilidades coletivas, de tomada de decisões e responsabilidades compartidas.

A psicóloga conta que é notório que a mulher tem a habilidade de pensar e executar várias tarefas ao mesmo tempo, contando ainda com uma intuição apurada, o que lhe permite enxergar sentimentos e energias inerentes em situações de conflitos, que muitas vezes não são percebidas pelos homens.

Diz ainda que muitas empresas no mercado já reconheceram que ter mulheres em cargos de comando é salutar, porém, ainda melhor é mesclar conhecimentos masculinos e femininos, gerando diferentes formas de percepção, que auxiliam a enxergar os problemas mais amplamente e obter retornos favoráveis.


Um exemplo disto é a Microsoft, que já está colocando em prática a meta que é ter 50% de mulheres no quadro, ou a executiva Luiza Helena Trajano, do Magazine Luiza, que defende a adoção de cotas para mulheres em empresas como forma de combater a desigualdade histórica de mulheres no mercado de trabalho.

Muitas marcas já entenderam que as mulheres não são um nicho de mercado e, sim, o mercado, que elas são decisórias nos processos de consumo e podem alavancar ou anular vendas e produtos. Por isto já estão desenvolvendo campanhas publicitárias de forma a não estereotipar as mulheres.

 

Alicerces do Empoderamento

Sabe-se que sororidade é um dos principais alicerces do empoderamento, pois sem a ideia de “irmandade” entre as mulheres, os desafios ficam ainda mais difíceis. A psicóloga diz que dentro das empresas, a “líder” tem que conviver com muita habilidade e inteligência com as mulheres que trabalham ao lado dela, pois a competição é ainda maior e mais silenciosa.

Felizmente a tendência é mudar. A cada dia que passa, a mulher entende que tem lugar para todas e que juntas são muito mais fortes, e que sim, através de oportunidade aliada a muito trabalho, foco e inovação, e em conjunto com os homens podem fazer um trabalho mais completo e deixar belo legado.

Comunidade Sebrae
Paula Batista
Paula Batista Seguir

Jornalista, especialista em Ciência Política e Sociologia Política. Graduanda em Direito, trabalha na Agência de Notícias Lide Multimídia e atua comunicação há mais de 20 anos.

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