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Empreendedores apostam no fim do plástico

Empreendedores apostam no fim do plástico

No mundo todo, muitos empresários, empreendedores e pesquisadores estão dedicados a buscar alternativas para substituir o uso do plástico nos seus negócios. Legislações cada vez mais rígidas estão sendo implementadas em diversas capitais do Brasil. No exterior, o Parlamento Europeu aprovou banir canudos, copos descartáveis, cotonetes e outros produtos plásticos que fazem parte do dia a dia de cada um de nós.

A Comissão Europeia divulgou uma Estratégia para Plásticos em janeiro, afirmando que sua meta de fazer com que todas as embalagens plásticas sejam reutilizáveis ou recicláveis até 2030 pode criar 200 mil empregos, mas só se as capacidades de reciclagem forem multiplicadas por quatro. A União Europeia recicla menos de 30% das suas 25 milhões de toneladas de lixo plástico a cada ano.

No Reino Unido, o governo afirmou que planeja cobrar dezenas de milhões de libras a mais dos supermercados, varejistas e grandes empresas, para arcar com os custos da reciclagem. A estratégia irá incluir planos para aumentar as contribuições de varejistas e produtores, de cerca de 70 milhões de libras ao ano para um valor entre 500 milhões e 1 bilhão de libras anuais. Também há a intenção de incluir produtores menores.

No Brasil, a primeira cidade a banir os canudos plásticos foi o Rio de Janeiro, seguida por São Paulo, Curitiba, Santa Maria (RS), entre outras que já contam com projetos de lei no mesmo sentido.

Mesmo sendo itens que ajudam a dar mais praticidade para as nossas vidas, segundo a ONU Meio Ambiente, o mundo produz cerca de 300 milhões de toneladas de lixo plástico a cada ano. Até o momento, somente 9% do lixo plástico gerado foi reciclado e somente 14% são coletados para reciclagem.

Algumas empresas e ideias estão sendo lançadas em substituição aos produtos plásticos. Inovadores e sustentáveis, empreendedores apostam em ideias que ajudem a diminuir o lixo, preservar o meio ambiente e garantir a sustentabilidade. A espanhola Sorbos criou um canudo de açúcar. Isso mesmo, de açúcar. Assim, o consumidor pode tomar uma bebida, comer os canudos e nada vai para o lixo.

O cientista escocês James Longcroft criou uma garrafa sustentável sem plástico, que se decompõe em três semanas. A chamada Choose Water é composta, em sua parte externa, por papel reciclado, doado por empresas e escritórios da região, e o interior é à prova de água, feito com um material específico criado pelo pesquisador.

Outro exemplo é da catarinense Keep Eco, do casal de empreendedores Lucas Bastos e Carla Enero. Eles apostaram na criação de uma embalagem feita de tecido 100% algodão e uma liga com cera de abelhas e outras matérias-primas naturais, que serve para manter os alimentos frescos dentro ou fora da geladeira. Ele pode ser utilizado como substituto do plástico filme ou papel alumínio na embalagem de pratos, pedaços de frutas ou metades de vegetais, assim como para envolver sanduíches ou lanches, embalar pães frescos, substituir o plástico nas compras à granel ou até mesmo embalar barras de sabonete em viagens.

Edla Maria Bezerra Lima, pesquisadora da Embrapa Alimentos, desenvolveu uma solução de substituição, um novo “plástico” feito a partir de caroços de manga. A empresa curitibana Beegreen criou sua própria versão dos canudinhos plásticos com aço inoxidável. Eles têm 20cm de comprimento e ainda contam com opções com pontas retas ou curvas, com a vantagem de que podem ser lavados manualmente ou na máquina.

A paulistana Pacco é pioneira em desenvolvimento de bolsas e acessórios térmicos inovadores, e aposta na criação de produtos fabricados com matéria-prima 100% reciclada e vegana, como o canudo, que une inox e silicone, além de outras opções, como garrafas térmicas, conjunto de talheres portátil e lunch boxes.

Já a CBPak, de São Paulo, buscou inspiração na mandioca para criar produtos inovadores, aproveitando o amido para produzir copos e bandejas de “plástico”. Criada pelo empreendedor Claudio Rocha Bastos, que viu na preocupação com o meio ambiente uma oportunidade de negócio. Além de não agredir o meio ambiente, os produtos também podem ser personalizados, para ficar com o jeito e a cara do cliente

Comunidade Sebrae
Paula Batista
Paula Batista Seguir

Jornalista, especialista em Ciência Política e Sociologia Política. Graduanda em Direito, trabalha na Agência de Notícias Lide Multimídia e atua comunicação há mais de 20 anos.

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