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Gestão da qualidade no agronegócio

Gestão da qualidade no agronegócio

André Monaretti, sócio líder de Agronegócio da KPMG, diz que os drones devem revolucionar a auditoria no agronegócio. Segundo ele, a utilização de tecnologia, já aplicada intensamente, está diretamente relacionada com a geração de emprego e renda no setor.

Com recursos tecnológicos, os níveis de produtividade do agronegócio brasileiro têm desempenho muitas vezes superior ao dos principais competidores mundiais. No caso da soja, por exemplo, a produtividade média mundial da safra de 2017/18 foi de 2,74 ton/hectare, enquanto, no Brasil, foi de 3,47 ton/hectare. Os Estados Unidos (principal concorrente) tiveram produtividade 5% inferior à do Brasil.

Para Monaretti, as perspectivas de avanços e melhorias no setor do agronegócio são otimistas e o Brasil já reúne mais de 135 empresas de desenvolvimento tecnológico direcionadas para o aprimoramento do agronegócio. Entre as soluções mais atuais, estão as que envolvem agricultura de precisão, drones, satélites, análise de dados, Internet das Coisas, inteligência artificial e gestão em nuvem.


Um dos recursos que vem ganhando espaço está associado à utilização de drones para diversas finalidades. Considerando a versatilidade desses equipamentos e o baixo custo de operação, muitas fazendas empregam drones para realizar análise da plantação, demarcação de plantio, acompanhamento de safra e pastagem, pulverização, monitoramento de desmatamento e vigilância.

Além de todas essas possibilidades, a convergência com o trabalho de auditoria está na utilização dos drones para a contagem de rebanhos, garantindo um inventário mais preciso e eficiente com a localização de animais em menos tempo, envolvendo menos pessoas e reduzindo custos.

O inventário de cabeças de gado e ovelhas, por exemplo, é essencial para a proteção do patrimônio e o controle das movimentações, contribuindo também para melhorar eficiência da produção, rentabilidade dos negócios e sustentabilidade da operação.

Com os drones, a expectativa de contagens de 30 mil cabeças, que demandaria o envolvimento de várias pessoas e aproximadamente 40 dias de trabalho, pode ser feita em até cinco dias. Para que isso ocorra, os drones sobrevoam as propriedades rurais e, por meio do registro de imagens e integração com recursos de computação, fazem a contagem dos animais.


A startup catarinense Horus Aeronaves também aposta neste segmento. Criada em 2010, quando 3 estudantes de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina começaram a participar de um projeto de pesquisa com Drones, a Céu Azul Aerodesign. Participaram de alguns campeonatos nacionais e internacionais, conquistando inclusive um título brasileiro no ano de 2012. Eles visualizaram um potencial de mercado nessa área, se uniram, viraram sócios e fundaram a Horus Aeronaves em 2014.

Hoje eles desenvolvem tecnologia em imagens aéreas com o uso de drones, atuando de ponta a ponta: fabricam drones de asa fixa com foco em mapeamento aéreo e desenvolvem uma plataforma de processamento de imagens online para o agronegócio, podendo realizar o monitoramento e acompanhamento de safras, construções, georreferenciamento, mensuração de áreas, entre outros.

Outro exemplo focado na gestão de qualidade, facilitada imensamente pela tecnologia, foi criado pela startup mineira IBTI, que está entre as 100 Startups mais promissoras pelo “100 Startups to Watch” e hoje são líderes no Brasil em testes, inspeções e certificações para o agronegócio. Eles inventaram o primeiro sistema do mundo para classificação automática de grãos, chamado GroundEye Grains.

Já a brasileira Strider foi eleita pela revista Forbes uma das agtechs mais inovadoras do mundo. Eles desenvolvem softwares que impactam na gestão operacional das fazendas, gerando informações que ajudam a embasar a tomada de decisão no agro: seja identificar o momento exato de aplicar, estimar a produtividade para organizar melhor sua operação, garantir que o plantio e colheita evoluam como planejado ou aumentar a produtividade efetiva das máquinas.

Comunidade Sebrae
Paula Batista
Paula Batista Seguir

Jornalista, especialista em Ciência Política e Sociologia Política. Graduanda em Direito, trabalha na Agência de Notícias Lide Multimídia e atua comunicação há mais de 20 anos.

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