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Heartbeats: O futuro da experiência humana

Heartbeats: O futuro da experiência humana

 

Eco Moliterno, Executivo da Accenture apresenta que serão os batimentos cardíacos como a última fronteira da personalização e da inovação. Esse estudo foi apresentado no Proxxima 2019 em São Paulo. 

Após anos de adesão às tecnologias de leitura da impressão digital e reconhecimento facial, o próximo passo é a evolução para uma validação cognitiva, que não demanda nenhuma ação. Afinal, as batidas do coração, além de constantes, são únicas para cada pessoa – e serão a nova métrica de personalização das experiências humanas. É a nova era da biométrica do marketing.

"Talvez os batimentos cardíacos se tornem a única senha que se necessite, no futuro", disse Eco Moliterno, CCO da Accenture Interactive, na sua palestra  sobre o poder do coração, poder este que é o primeiro som que ouvimos na vida, e também o primeiro que ouvimos de nossos filhos. O mais primal som e também mais fácil de ser reconhecido e compreendido se transformou na última fronteira para quem trabalha com personalização e métricas. Como nossas digitais nossos rostos, nossa íris e nossa voz, batimentos cardíacos são identidades únicas, intransferíveis, e que a tecnologia começa a trabalhar para registrar e utilizar para identificar as pessoas. 

Moliterno fez um verdadeiro passeio sobre as possíveis aplicações da tecnologia atrelada à identificação e registro de batimentos cardíacos, como seu uso como senha.

Por isso o batimento cardíaco é a linguagem mais universal do mundo.

A tecnologia de Segurança Cognitiva, por exemplo, conseguiria detectar se existem batimentos cardíacos no ambiente. E tudo isso não está distante dos dias atuais. Dá uma olhada:

Ou ainda através de sistema de segurança, em que é possível detectar presença humana dentro de um caminhão de carga, pelo simples batimento cardíaco da pessoa que está dentro do veiculo.

No futuro,  batimentos cardíacos serão detectados pelos dispositivos das casas inteligentes, possibilitando o monitoramento de bebês em seus berços e a presença das pessoas, o tempo todo.

"Muito em breve será possível detectar com facilidade a presença de gravidez em mulheres a partir da presença de um novo batimento cardíaco. Isso vai gerar toda uma série e discussões éticas novas, para as quais temos que nos preparar", diz Moliterno.

Há serviços de monitoramento do batimento cardíaco à distância de pets, critérios de avaliação de performance de estudantes em universidades baseados em sua saúde (monitorada por pulseiras especiais) e carrinhos de supermercados  que monitoram as emoções dos clientes. Nessa experiência usada pelo Walmart nos Estados Unidos, o carinho media os batimentos cardíacos do comprador e com isso o estabelecimento consegue ver quais os produtos que geram mais apelo emocional e em quais áreas a pessoa fica mais tempo parada ou que tem uma emoção da pessoa em relação aos produtos ofertados. 

O batimento cardíaco inspira e é modificado música, arte, e pode e deve inspirar empresas e marcas a criarem as melhores experiências para seus clientes.

Ajudar a criar experiências que toque os corações. Na verdade, esse poder sempre existiu, mas agora estamos estudando como transformar e aumentar o nível de cada uma dessas experiências. Assim, teremos conexões nunca antes imaginadas. 

"O coração afeta nossas decisões racionais, e as experiências que mexem com nossas emoções, que nos tocam, são aquelas que ficam. É preciso estabelecer conexões poderosas com as pessoas, baseadas na emoção. Este é, portanto, o meu conselho: crie experiências que sejam amadas pelas pessoas", concluiu Moliterno. 

Comunidade Sebrae
GUSTAVO BERNARDO
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Consultor da Unidade de Atendimento Digital do Sebrae PR e gestor do Clube Sebrae e Comunidade Sebrae.

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