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Reconhecimento facial: um novo passo na segurança

Reconhecimento facial: um novo passo na segurança

No Brasil, sistemas de reconhecimento facial entram na rotina de segurança em espaços públicos e privados. A falta de conhecimento tem gerado dúvidas em relação à falta de privacidade, porém, a tecnologia agrupa uma série de benefícios em relação ao tema. Mesmo com todas as vantagens, muitas dúvidas podem ser levantadas quanto à privacidade das pessoas e sua liberdade de ir e vir. 

Nesse caso, o uso da biometria visa controlar ambientes de grande circulação, operando de forma inteligente e automática. Esse sistema é dividido entre a identificação colaborativa e não colaborativa e é utilizado em sistemas de vídeo vigilância e no controle de acesso, por exemplo. A imagem do rosto é analisada por meio de um software que mapeia e cria um código para cada pessoa, podendo restringir com segurança o acesso a operações e locais restritos.

O sistema de reconhecimento facial colaborativo, no qual o indivíduo de forma voluntária permite que a câmera faça a leitura do seu rosto, possibilitando o seu acesso a ambientes controlados está sendo amplamente utilizado no país. Algumas pesquisas que visam a liberação do acesso por meio da biometria de forma mais ágil e sem risco de fraudes já estão sendo realizadas. Já no sistema de vídeo vigilância, as empresas estão apostando em câmeras de alta resolução (4K), que oferecem até 99% de precisão em ambientes de grande circulação. Com esse monitoramento mais seguro, já é possível reconhecer um indivíduo mesmo quando ele está utilizando acessórios ou até mesmo quando está com a cabeça baixa.

A utilização do reconhecimento facial em alguns países

Porém, uma questão que deve ser analisada é a regulamentação do uso do reconhecimento facial, uma vez que é preciso estabelecer limites quanto ao monitoramento dos cidadãos ou a identificação de seus hábitos. Essa ferramenta deve servir para que as autoridades obtenham informações para a prestação de serviços. Contudo, há uma linha tênue que transforma essa tecnologia a favor do autoritarismo, como ocorreu recentemente na China. No país asiático, foram escaneados 500 mil rostos por meio da inteligência artificial (IA) para traçar o perfil dos uigures, uma minoria muçulmana. Segundo especialistas, foi a primeira vez que um governo utiliza intencionalmente a IA para traçar um perfil baseado nas características étnicas. Em 2018, no Brasil, as festas de carnaval do Rio de Janeiro e Salvador foram monitoradas remotamente a fim de identificar por meio do reconhecimento facial, pessoas desaparecidas, com passagem pela polícia ou com mandado de prisão em aberto. Essa iniciativa do setor público obteve bons resultados. Na Coreia do Sul e no Japão, esse sistema é utilizado para multar pedestres que atravessam fora da faixa, por exemplo.

Nos Estados Unidos, os departamentos de polícia da Flórida e de Oregon estão desenvolvendo um projeto em parceria com a Amazon para instalar o reconhecimento facial em câmeras do governo. Em 2018, esse sistema ajudou a segurança pública a identificar um atirador em Annapolis, Maryland. Para chegar até o criminoso, foi utilizado um banco de dados com fotos do arquivo da polícia e de carteiras de motorista.

Tecnologia por trás do FaceApp cresce nos setores de serviços e entretenimento

Em julho deste ano, surgiu a brincadeira com o aplicativo FaceApp, que transformava o rosto do usuário em uma versão mais velha. Além de identificar a face e transformá-las, por puro entretenimento, as ferramentas de reconhecimento facial são capazes de atribuir imagens e cruzá-las com algumas bases de dados para aplicar em diferentes serviços.

Algumas empresas, como o Nubank, Banco Original e a Gol já estão apostando na biometria facial para autenticar seus processos digitais e aprimorar seus serviços.  Em maio, a companhia aérea Gol começou a testar um sistema de embarque por meio do reconhecimento facial em voos no aeroporto internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. O passageiro pode autenticar seu embarque se posicionando em frente a um totem para capturar uma foto, que é cruzada com dados do documento e da viagem do passageiro. Segundo a empresa, a tecnologia pode reduzir em 10% o tempo de embarque dos passageiros.

Para 2020, o uso do reconhecimento facial está previsto para melhorar a segurança dos participantes das Olimpíadas de Tóquio. Além disso, em casas inteligentes, o sistema pode ajudar os dispositivos a se tornarem mais independentes e, por exemplo, enviarem notificações quando um desconhecido se aproxima, bem como serem capazes de facilitar o acesso aos familiares.

Como vimos, a biometria facial pode ser utilizada em diversos setores. Para isso, é preciso isonomia, políticas claras e fiscalização eficiente para evitar crimes, aumentar a segurança de todos e otimizar os serviços tanto em espaços privados quanto públicos.




 

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