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O Varejo conectado - Mobile, Social, Realidade Virtual, Inteligência Artificial (conteúdo com vídeo)

O Varejo conectado - Mobile, Social, Realidade Virtual, Inteligência Artificial (conteúdo com vídeo)

 

Diante de nós, numa velocidade acelerada, o varejo foi deixado de ser a loja de esquina para se transformar em plataformas conectadas omnichannel de ativação e vendas, disse Sean Lyons, CEO Global da R/GA, uma das principais agência de inovação e publicidade digital no mundo, durante o evento Proxxima 2019, realizado em São Paulo. 

A história mostra que  a tecnologia provoca a disrupção de tudo: isso vai desde os produtos e serviços diariamente consumidos, até a maneira como as pessoas compram e interagem com cada marca no dia a dia.  Junto a isso, muitas empresas já perceberam que trabalhar com novos parceiros que agreguem valor ao seu negócio é a maneira mais rápida, clara e objetiva de utilizar a tecnologia ao seu favor, além de possibilitar criar novos negócios ou algo totalmente novo no mercado. 

O que algumas empresas já começaram a prestar atenção, como por exemplo Tesla e Netflix é  que categoria nenhuma da indústria está imune à inovação. O que une essas empresas inovadores é que todas possuem uma forte relação com o consumidor, algo que não pode ser evitado.

Mais uma vez ficou evidente que a coleta de dados, ou o uso de big data estão contribuindo e  muito para essas mudanças,  quando ligadas às mudanças de hábito e de tecnologia. Fica claro que as empresas que conseguem criar e coletar dados em torno desses hábitos terão uma participação muito mais significativa na relação com o consumidor, pois contarão com estratégias bem definidas na aquisição do cliente.

 

Sean Lyons, CEO global da R/GA (Crédito: Denise Tadei)

Para explicitar o seu ponto, Lyons utilizou exemplos inovadores de décadas atrás, como o catálogo de compras da Sears e o primeiro mercado self service da história, o Piggly Wiggly.  Foi na década de 1960 que as marcas de bens de consumo ganharam importância.  Criaram uma relação forte com os consumidores por meio da tecnologia. Ou seja, os princípios do comércio não mudaram, tenho de entregar conveniência e experiência. 

Para o executivo, as regras da conveniência estão sendo ditadas por e-commerces como a Amazon, que utiliza as informações colhidas pelos visitantes do site e as leva para a experiência física da Amazon Go. Já as lojas físicas da Apple, exemplificou Lyons, são um exemplo de como a experiência são um grande fator para impactar, inclusive, resultados de venda, já que os estabelecimentos da marca têm desempenho acima da média. Ou a Nike, que além de oferecer experiências em suas lojas físicas, começou a inovar por meio de um e-commerce. “É uma marca que está usando o varejo para a experiência e o e-commerce para a entrega, o que é fantástico”.

Um exemplo foi o case “Air Jordan III”, criado para a Nike, que celebrou o aniversário do tênis que Michael Jordan usou durante um jogo clássico em 1988, quando o atleta fez uma enterrada que ficou na memória de todos os seus fãs. Relançado na plataforma do  Snapchat, o tênis esgotou em exatamente 23 minutos assim que ele foi lançado. O Shopify foi o parceiro responsável pelo check-out da compra e a Darkstore ficou a cargo da distribuição, fazendo como quem todos que compraram o tênis, o recebesse em até 02 horas após a compra. Demais, não?!

 Imagine você testar uma experiência de realidade virtual  no seu próprio telefone, conseguir ver todas as especificações do tênis como se ele estivesse em suas mãos, utilizar dentro dessa plataforma para personalizar o seu tênis, efetuar a compra e ainda receber ele em pouquíssimas horas. 

O executivo contou que foi feito  esse case em menos de seis semanas porque estavam focados em trabalhar de forma muito rápida e aproveitando a compra por impulso do usuário e para isso a parceria com essas outras 03 empresas foi fundamental para o sucesso do modelo de negócios.  O modelo aplicado foi  integrado e colaborativo, ao mesmo tempo em que é guiado pela cultura. "É preciso ajudar as companhias a crescer ao fazer com que elas mudem”, disse Lyons, acrescentando que a própria R/GA se metamorfoseou ao longo dos anos, indo de produtora de cinema para uma agência que combina tecnologia e criatividade.

Veja abaixo a apresentação de como foi a campanha da Nike em parceria com o Snapchat + Shopify e Darkstore. 

 

Esse modelo mostra que é sim possível trabalhar com parceiros que tragam juntos um resultado final de sucesso que deixa o consumidor 100% satisfeito com a experiência da compra. 

Comunidade Sebrae
GUSTAVO BERNARDO
GUSTAVO BERNARDO Seguir

Consultor da Unidade de Atendimento Digital do Sebrae PR e gestor do Clube Sebrae e Comunidade Sebrae.

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