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Criatividade, onde tudo pode acontecer

Criatividade, onde tudo pode acontecer

Vamos aqui considerar como pessoas criam e fazem novos negócios nascerem todos os dias no mundo. E isso é inovação em sua raiz.

O processo criativo quase sempre vem das nossas experiências, necessidades e conhecimento, e dentro das nossas cabeças é onde tudo pode acontecer. Mas na prática, começam com uma dor, uma dor pessoal ou algo que percebeu no seu trabalho, observando pessoas ou quem sabe, conversando com elas. Não faz diferença, o importante é que nas nossas cabeças, nossa ideia parece ter sido inspirada pelas musas da mitologia grega, algo que definitivamente é de outro mundo mas raramente prático.

Então porque muitas pessoas tem ideias incríveis, que fazem sentido, mas não se transformam em nada?

Dentro do design thinking talvez tenha uma boa resposta, e que para mim pelo menos, aponta a direção do porque desse desafio de criatividade versus manifestação das ideias.

Boas ideias não movem o mundo, para move-lo é necessário energia, tempo, pessoas e capacidade de execução. Isso quer dizer que toda a ideia que você tiver tem de passar por um teste de realidade para se tornar uma inovação, que vou simplificar na forma de 3 perguntas.

A ideia é realmente algo que as pessoas desejam?

Sua ideia pode ser incrível, diferente e cheia de possibilidades, porém, além de você, quem mais se interessa por ela? Esse é um problema recorrente de muitas startups, elas nascem da cabeça dos seus co-fundadores, muitas vezes de um dos desses fundadores apenas. E uma empresa é criada para resolver um problema que quase ninguém tem e que se tem, nem é um grande problema em suas vidas.

Você deve entender sua ideias por dois caminhos possíveis:

Must have: Ou seja, algo que as pessoas realmente necessitam.

Nice to have: Que é algo bacana, legal, pode ser até interessante, mas não é algo realmente desejável que faria uma pessoa se mover para consumir e usar.

Existem mercado grande o bastante para que essa ideia cresça a floresça?

Uma vez que entendeu que sua ideia vai além dos seus sonhos apenas, vem o segundo entendimento. Se a ideia não tem mercado, ou o mercado é minúsculo, porque você investiria qualquer recurso numa ideia dessas? Não sei o que leva pessoas a fazerem isso, mas já tive contato com muitas pessoas assim, e elas realmente se agarram às suas "ideias geniais" que não tem quem consuma.

O mercado não é o único fator, mas sem ele a sua ideia não ficará de pé ou será sustentável.

Com os recursos que você possui hoje, ou que alguém que você consiga convencer que pode ter, será possível executar a ideia?

Essa é a mais pragmática de todas, afinal, de que adianta uma ideia que interessa a outras pessoas, em número o bastante para ser um negócio viável, se você não tem recurso algum para começar a executa-la. Seja dinheiro ou seja tecnologia que permita sua produção.

Sempre digo, dinheiro do chefe e de investidor não é capim. Não comece sua ideia achando que terá todos os recursos necessários. Considere primeiro se será possível executar com os recursos que tem ou que pode adquirir mais facilmente, e se te falta alguma competência, traga alguém para perto, para o seu time. Isso serve para startups que precisam de um desenvolvedor ou de uma empresa que precisa de um especialista.

Se não entende isso claramente, sugiro pensar dentro do conceito de inovação aberta, buscando parceiros, inovadores, técnicos, recursos fora da sua startup ou grande organização.

Ficou mais claro assim?

Então, como nós podemos fazer nossas ideias sairem daquele lugar onde tudo pode acontecer e fazer acontecer?

Tecnologia e Negócios Digitais

Comunidade Sebrae
Leo Tostes
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Especialista em inovação aberta e sócio na Haze Shift. Tem o propósito de ajudar organizações a impactarem o mundo de forma positiva e se transformarem criativamente e digitalmente.

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