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Manifesto Unicorns: Criando juntos prosperidade local por meio de negócios de impacto global

Manifesto Unicorns: Criando juntos prosperidade local por meio de negócios de impacto global

O primeiro grupo a ter sucesso em buscar um alinhamento do ecossistema de inovação em Curitiba iniciou suas atividades em agosto de 2015 e percorreu uma bela trajetória de compartilhamento de aprendizados e desafios ao longo de cerca de um ano. Na época eu era editor-executivo de Conexão da Gazeta do Povo e o meu papel era mobilizar a comunidade de empreendedores e organizações de apoio, aproximando o jornal dos atores locais. Ao inaugurar o grupo, por sugestão de Filipe Cassapo, da Fiep, nos propusemos a apoiar startups em crescimento com o objetivo de fortalecer o ecossistema para que a cidade passasse a contar com empresas com valor de mercado de mais de U$ 1 bilhão.

Por essa razão o grupo foi batizado por Cassapo como Unicorns. Perdoem aqueles não nominados por falta de memória, mas algumas das pessoas que levavam a sério a tarefa (se não foi incluído publica algo nos comentários, vamos reativar contatos), além de Cassapo, eram: Mariana Foresti (Endeavor), Elenice Novak (UFPR), Milena Seabra (GRPCom), Erica Marques (GBG-Curitiba), Rachel Sampaio (hoje Rhodium), Claudio Navarro (hoje Bematech), Ronaldo Cavalheri (Centro Europeu), Leo Tostes (hoje Haze), Marcio Dumas (o primeiro presidente da Comissão de Inovação e Gestão da OAB-PR), Pablo Esquivel (GBG-Curitiba), Bruno Ceschin (Jupter), José Gutiérrez (Ace), André Telles (hoje Celepar) ,entre outros tantos.

Empreendedores que estavam à frente de empresas como O-List (Tiago Dalvi), Contabilizei (olha só o Vitor Torres na foto) e Ebanx (Alphonse Voigt) participaram de nossas reuniões.  No caso do Ebanx, na real, fomos gentilmente recebidos por Alphonse Voigt para um almoço na sede da empresa. Trouxeram insights interessantes como necessidade de formação massiva de desenvolvedores (algo que ainda não está resolvido), de mais compartilhamento de informações e apoio do ecossistema, como a que o Unicorns estava se propondo.

De lá pra cá muita coisa mudou. Ebanx se tornou unicórnio em 2019. As startups curitibanas estão em crescimento acelerado. A pandemia do Covid-19 veio para testar nossa antifragilidade e nossa perseverança em todas as dimensões de nossas vidas.

Mas em meio a tudo isso a cidade comporta uma estrutura mais complexa. O ecossistema de inovação se tornou multifacetado: as cidades inteligentes, prósperas e igualitárias entraram na agenda, o empreendedorismo social traz novidades a cada dia, os fundos de investimento vão se tornando mais maduros, o poder público passou a fazer parte do cenário, as universidades e aceleradoras vão desenvolvendo instigantes práticas e a inovação aberta se tornou um modelo corriqueiro.

É claro que ainda falta muito a fazer. A prática tem de se apoiar na pesquisa e no aprendizado decorrente das iniciativas já realizadas. Sem esconder os erros, sem maquiar resultados, sem desavenças – mais eco, menos ego; mais compartilhamento massivo de aprendizados, menos sistemas formalizados. Menos pirotecnias de palco. Mais confiança e colaboração.

A pandemia pode ser encarada como um desafio para que nos forcemos a ter mais uma vez um lema comum – talvez, "Prosperidade local gera negócios de impacto global", mas precisamos de um lema para construirmos uma nova realidade juntos.

Longa vida ao Unicorns e que a gente lembre de nosso passado para que fortaleçamos nossos laços de amizade e de solidariedade, para que juntos possamos atravessar esse vale da morte que ameaça a vida das pessoas, a renda das famílias e o ambiente de negócios de nossa cidade.

Dito isso, considero que podemos reunir as diversas iniciativas que hoje existem de alinhamento de ecossistema de inovação mais uma vez em um único fórum permanente de construção coletiva. Quem topa escreve algo aí nos comentários, para a gente elaborar melhor. Bora colaborar!

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