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O retorno dos negócios locais

O retorno dos negócios locais

O Covid-19 nos lembrou da importância dos negócios locais. O momento é crítico. A pandemia testa a resistência diante da crise econômica. Agora, mais do que nunca, eles dependem de estratégias digitais para sobreviver, mas muitos não estavam preparados para uma ruptura tão grande, tão rápida, tão violenta.

Para que os negócios locais saiam mais pujantes no mundo pós-pandemia, precisamos de um plano. Temos um esboço. Mas precisamos de ajuda. Como acreditamos que cada um pode sempre contribua com o que têm de melhor, começamos a discutir o assunto no GT-Negócios Locais (https://bit.ly/2Vuk6X4), da Rede Quarentena Solidária.

Começamos a levantar obstáculos dos cerca de 50 empreendedores que integram neste momento a rede. Elencaram algumas necessidades identificadas por eles para a digitalizar suas atividades: espaço na mídia local; conexão facilitada com clientes; valorização e o consumo de produtos locais; apoio à comunidade de empreendedores; redução de custo logístico.

Diversas iniciativas surgiram, estão surgindo e vão surgir para apoiar os empreendedores locais, como a que evolve os artesãos da Feira do Largo da Ordem (https://feiradolargo.curitiba.pr.gov.br/). Cada setor de negócio local tem sua especificidade – o setor de bares e restaurantes, o setor de entretenimento, o setor de beleza. Nestes tempos hipermodernos a diversidade de iniciativas faz parte dos caminhos prósperos, tornando desnecessário um controle central. O que é valioso, e tende a fazer diferença, entretanto, é o alinhamento de interesses, o aprendizado conjunto e o exercício da solidariedade, orientado a um propósito comum.

E qual é esse propósito, qual é o esboço de plano, talvez alguém perguntasse? Aí é que se encontra a magia da construção coletiva. É a própria comunidade, ao longo da construção de são consciência, que define esse propósito. É a própria comunidade, em colaboração, que constrói a confiança necessária para sedimentar esse caminho. É própria comunidade, aprendendo junto, que colabora para o retorno da prosperidade e para o seu reconhecimento como marca global.

Minha proposta inicial, então, é que pensemos e executemos esse caminho juntos, da forma como qualquer comunidade de realizadores faz. Agindo, construindo soluções e refletindo sobre elas. Mobilizando parceiros do setor privado, do setor público e do terceiro setor. Criando conhecimentos inovadores, criativos que nos façam reconhecidos... em escala global. Tempos digitais exigem criações de marcas universais. Qual será a marca que nossa comunidade de empreendedores locais pretende oferecer ao mundo?

O retorno dos negócios locais, como força criativa passa por essa reflexão. Vamos construir juntos desde já. Deixe comentários, publique nesta comunidade ou no GT-Negócios Sociais. As melhores soluções para problemas complexos passa por ações intensivas de diversos atores alinhados a um mesmo propósito.

Caminhos à vista

Como ponto de partida para nossas reflexões, apresento a contribuição de Fredy Schaibe, expert em tecnologia da informação, feitas a partir das discussões do GT-Negócios Locais. Elas seguramente abrem novos horizontes para empreendedores da era digital:

1. Meios de Pagamento: Existem várias iniciativas de plataforma de e-commerce a baixo custo (e até gratuitamente), mas quase todas elas utilizam meios de pagamentos em comuns que ainda oferecem taxas muito altas. E para quem busca criar uma solução própria, as opções de taxas para pequenos volumes são ainda mais altas. Uma solução com uma boa negociação de taxas, e que permitisse envio de links de pagamentos via e-mail, WhatsApp, ou Messenger, por exemplo, poderia aumentar a quantidade de micro e pequenos empresários com disponibilidade de pagamento digital. Mas é preciso tomar certas precauções com relação à segurança.

2. Entregas: O custo de entregas disparou desde o início da crise, e a quantidade de reclamações também. Seria importante buscar uma relação de segurança para o entregador (considerando o risco que corre também) e, ao mesmo tempo, buscar meios para avaliar a qualidade da entrega, para que o negócio tenha como lidar com situações conflitantes para manter a relação de confiança com seus clientes.

3. Presença Digital: O WhatsApp é o recurso básico utilizado pela grande maioria, mas a presença digital ainda é muito pequena. Utilizar redes sociais para apresentar produtos e serviços, ou estabelecer sites (mesmo que gratuitos) é uma barreira para a grande maioria. O principal desafio é saber lidar com esse novo modelo de trabalho, e conseguir se tornar tão eficiente digitalmente como é de forma presencial.

4. Trabalhar com Múltiplos Canais: Além do telefone comum e do WhatsApp, é comum clientes buscarem outros canais como Messenger, Instagram, Pinterest, Linkedin, chats. Um desafio extra é como identificar se é um cliente que já está em contato através de um outro canal e como lidar com essa comunicação pulverizada para atender as demandas.

5. Marketing Digital: Com o aumento das demandas de marketing digital, os custos de publicidade acabaram se tornando proibitivos para muitos negócios. Um desafio aqui é como se tornar visível para seu público-alvo, sem aumentar consideravelmente investimentos nessa área. Algumas plataformas de e-commerce estão oferecendo soluções interessantes para essas empresas, mas com a grande quantidade de empresas que oferecem serviços similares, o desafio de se destacar é ainda maior dentro dessas plataformas.

Tecnologia e Negócios Digitais

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