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Apresentando o Marketing para o pequeno

Apresentando o Marketing para o pequeno

Qualquer negócio pode utilizar ferramentas de marketing, não só as grandes marcas.

O Marketing sempre foi visto por uns como altos custos em publicidade destinados a poucos e por outros, como solução mágica para vender mais. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, expressão popular dita, quase sempre, para designar moderação e equilíbrio,  também serve para o mundo dos negócios.

Principalmente em momentos de incertezas e crises, onde há uma necessidade de rever algumas estratégias e inovar para se manter no mercado ainda mais competitivo. Nesse cenário, o marketing apresenta-se como uma ferramenta capaz de auxiliar na gestão e subsidiar o processo decisório, de qualquer segmento de atividade, a traçar novos rumos, criar novas estratégias e desenvolver táticas eficazes para o momento atual e para o que virá. Essa ferramenta necessita de doses certas do conhecimento que se tem sobre o negócio, seu ambiente (com todas as forças envolvidas) e, sobretudo, do tipo de informação que se consegue obter, classificar, ordenar e utilizar, para trazer retorno positivo. A informação é a base para esse conhecimento e este, vital na formulação de ações para o mercado.

Existem certos temores das pequenas e médias empresas, ou mesmo de profissionais liberais ou autônomos em fazerem uso, de maneira sistemática, do marketing como ferramenta impulsionadora de negócios, como há também um descrédito ou desconhecimento em fazer planejamento dessas ações. Esses negócios optam, vez por outra, por ações isoladas, baseadas no senso comum, “da moda” e quase sempre realizadas por imitação.

Nesse sentido, porém, inspiram-se nas grandes marcas e passam a tentar reproduzir divulgações massificadas por estas. Não compreendem que os investimentos que empresas maiores fazem nessa área são altos e criteriosamente planejados, controlados e avaliados,  o retorno e visibilidade é fruto desse esforço. Isso reforça a máxima de crê que quem “faz marketing” são marcas fortes, com grande volume capital para investir. Por isso elas obtêm resultados.

Mas o Marketing é ferramenta democrática, qualquer empresa de qualquer tamanho pode se utilizar de seus benefícios, basta saber usar, planejar e pode sim, até se inspirar nas marcas de sucesso. 

Para isso o próprio marketing criou uma expressão significativa: o Benchmarking[1] para designar essas imitações. Se espelhar nas melhores práticas de negócios que fazem sucesso não é algo novo, mas precisamos compreender o que há por trás de uma ação de marketing bem sucedida. Isso é essencial para entender os objetivos das ações no mercado e para que público alvo foi destinado.  Em toda a sua complexidade e abrangência o marketing trás, na sua essência, conceitos simples como entender a necessidade do outro e atendê-las com produtos, serviços e experiências que superem suas expectativas. Mas se é só isso, porque as empresas não fazem? Respondo: por que precisa saber lidar com as pessoas e esse é o maior desafio.

Pessoas não são meros consumidores, têm gostos, desejos, raivas, decepções, mudam de ideias, se apaixonam, enjoam do mesmo, se encantam, querem o novo. Ou seja, as pessoas são mais complexas do que os negócios ou o próprio marketing. Talvez essa seja a grande diferença entre quem consegue se beneficiar dessa ferramenta e os que preferem acreditar que é coisa para grandes corporações: entender o cliente. Precisamos entender de gente para entender de negócio. O segredo está em focar no cliente, preceitua as teorias do marketing moderno.

Marketing é, sobretudo, relacionamento.

Aprendemos desde cedo a não falarmos com estranhos, portanto, se seu produto ou serviço for desconhecido para o cliente como irá estabelecer um relacionamento?  Kotler[2] (1997), nos ensina que o marketing “é o processo de planejamento e execução desde a concepção, preço, promoção e distribuição de ideias, bens e serviços para criar trocas que satisfaçam aos objetivos de pessoas e organizações”, portanto é muito mais do que divulgar produtos e serviços, envolve muito mais atividades do que mandar mensagens ou fazer postagem em redes sociais e transcende a venda de mercadorias ou serviços.

É satisfação de seus clientes.  Para que essa satisfação aconteça é necessário criar um sistema de informação sobre o mercado, o cliente, os concorrentes, as forças que agem nesse mercado, sobre tendências de novos produtos e serviços. Isso é essencial para conhecermos nosso público alvo e para estabelecer uma relação de troca que beneficie a todos.

A informação é o combustível desse processo.

Portanto, seja o seu negócio grande ou pequeno, MEI ou Sociedade Limitada, profissional liberal ou autônomo, você pode e deve, utilizar o marketing - assim como fazem as grandes empresas, para impulsionar seus negócios. Evidentemente que é necessário adaptar essas ações à realidade do seu modelo de negócio, às condições financeiras e, principalmente, aos objetivos traçados em um planejamento.

Você pode encontrar soluções criativas e de baixo custo para continuar ou manter um relacionamento com seu cliente e prospectar novos consumidores. Buscar orientação com um profissional qualificado e ter conhecimento sobre alguns instrumentos de ação do marketing podem desmitificar uma série de questões que afastam o pequeno empreendedor de ferramentas de gestão utilizadas por marcas forte.

Mantenha-se sempre informado.

 


[1] Estudo e  análise  das melhores práticas utilizadas por empresas de sucesso do mesmo segmento. Significa 'referência', e busca adaptar ações, processos, novos produtos, serviços, ideias,  dessas empresas à sua realidade.

[2] Considerado o pai do marketing, o americano Philip Kotler é um professor universitário, autor de vários livros sobre o tema.

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Luiz Carlos Malafaia Ramos
Luiz Carlos Malafaia Ramos Seguir

Consultoria: Comunicação e Marketing

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