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Como as marcas podem combinar diferentes arquétipos para contar sua história

Como as marcas podem combinar diferentes arquétipos para contar sua história

Você já notou que algumas marcas nos atraem e outras não nos fazem a menor diferença? Essa afinidade é difícil de entender. Mas, afinal, o que nos atrai para essas marcas? Podemos dizer que os arquétipos criam conexões duradouras e são capazes de desenhar a personalidade da marca, fazendo com que a gente se conecte a ela.

Arquétipo é um conceito criado por Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço, que acreditava que personagens míticos universais residem no inconsciente coletivo das pessoas, independentemente de cultura ou nacionalidade. Assim, os arquétipos incorporam motivações humanas fundamentais, provocando emoções profundas.

Jung definiu 12 tipos principais para simbolizar as motivações humanas básicas. Assim como as pessoas, as marcas podem ter vários arquétipos que constroem sua personalidade. No entanto, um arquétipo tende a dominar a personalidade em geral. Dessa forma, as marcas podem ser exploradas a fim de desenvolver insights e abordagens exclusivas para o seu posicionamento.

Como os arquétipos se relacionam com as marcas?

Os arquétipos se relacionam com a marca, uma vez que nosso cérebro organiza as ideias em grupos e estabelece padrões. Esse reconhecimento de pontos comuns nos ajudam a processar e entender uma história. E esses traços em comum nos levam a sentir emoções específicas. Dessa forma, quando uma marca assume um arquétipo para comunicar sua personalidade, as pessoas a reconhecem - podendo levá-las a confiar em você ou repeli-las. 

Para estabelecer uma marca forte, você pode aproveitar os diferentes tipos de arquétipos, conectando-se inconscientemente com seu público para passar uma mensagem, fortalecer a imagem, fidelizar o público-alvo, aumentar as taxas de conversão e vendas etc.

Os 12 arquétipos de Jung 

O Herói: Os heróis são caracterizados pela coragem, disciplina e foco. Eles querem melhorar o mundo e enfrentam desafios até serem campeões. Querem provar seu valor a si mesmo e ao mundo. Uma marca que é representada por esse arquétipo é a Nike.

O Amante: Os amantes são agradecidos, apaixonados e idealistas. Eles tendem a ajudar os outros a construírem relacionamentos. Criam experiências capazes de construir relacionamentos memoráveis. O amante pode ser representado pela marca Victoria Secrets.

O comediante: A principal característica dos comediantes é a diversão. Despertam a felicidade nos outros até mesmo nos momentos mais difíceis. A M&M’s é uma das marcas que representam o comediante.

A Pessoa Comum: Esse arquétipo é conhecido pela sua praticidade, solidariedade e fidelidade. São aqueles que se conectam com os outros e pertencem a algum nicho. Embora sociáveis, as pessoas comuns são aquelas que não gostam de se destacar na multidão. Nesse arquétipo podemos destacar a eBay.

O Cuidador: Os cuidadores ajudam as pessoas a se conectarem e se cuidarem. Suas principais características são a gentileza, generosidade e compassividade. São motivados pelo desejo de proteger e cuidar dos outros. Podemos ver essas características na marca Johnson & Johnson.

O Governante: Os governantes são vistos como modelos e reconhecidos pela sua responsabilidade e organização. Eles são os responsáveis por trazer responsabilidade ao mundo. Um dos modelos que melhor representam o governante é a Microsoft.

O Criador: Os criadores se destacam pela criatividade, imaginação e persuasão. O sonho deles é causar impactos nos outros. Sempre procuram inovar por meio da arte. Uma das marcas que mais impulsionam o imaginativo é a Lego.

O Inocente: Os inocentes acreditam que o mundo é um bom lugar. Se destacam pela pureza, bondade, espontaneidade e autenticidade. Também são vistos como pessoas confiáveis por transmitirem transparência. A Coca-Cola é umas das marcas que fazem o mundo um lugar melhor.

O Sábio: Os sábios são aqueles que incentivam os outros a pensar. São vistos como uma fonte especializada em informação, como mentores, consultores ou professores. Eles ajudam o mundo a adquirir conhecimentos e insights. Uma das marcas que se identificam com esse arquétipo é a Google.

O Explorador: Os exploradores se destacam pela liberdade e autenticidade. Querem ser livres para explorar o mundo e descobrir novas experiências. O explorador é aquele que não tem limite e pode ser visto na marca Red Bull.

O Rebelde: São as marcas que gostam de quebrar regras e procuram falar para pessoas que se sentem excluídas da sociedade. Os rebeldes rompem o convencional. Muitas vezes, a raiva faz parte de sua motivação, podendo se tornar a força dominante. O rebelde pode ser representado pela marca Harley Davidson.

O Mágico: Os mágicos são carismáticos e imaginativos. Eles são focados em fazer as coisas acontecerem e usam o conhecimento para mostrar o seu ponto de vista. A Disney é um dos maiores exemplos desse arquétipo.

Com os arquétipos definidos, você reconhecer a personalidade das marcas. Cada segmento costuma possuir uma personalidade típica que seu público esperaria. Por outro lado, isso não significa que todas as marcas de determinado nicho devam seguir a mesma personalidade. 

Para que os diferentes arquétipos sejam combinados a fim de contar uma história, é preciso que o dominante represente no mínimo 70% da personalidade da marca e a diferenciação pode ser gerada pelos outros 30%. Porém, é fundamental que os dois arquétipos se complementem para não gerar confusão.

Assim, você pode alinhar os arquétipos ao visual, tom de voz, emoções, atitudes, opiniões e a linguagem da sua marca a fim de transmitir uma personalidade humana memorável que seu público irá se identificar.

 

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