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Perfis digigráficos: Um olhar sobre o comportamento digital

Perfis digigráficos: Um olhar sobre o comportamento digital

Os novos consumidores estão imersos no meio digital, com novas motivações de consumo e diferentes atitudes em relação aos produtos. Na decisão de compra, novos processos estão ocorrendo, pois estão sendo formatados pela autenticidade, credibilidade, experiências e histórias. Assim, a tendência é que não se separe mais o consumidor por perfis sociais, gênero ou idade, mas pelo comportamento digital.

Como as pessoas possuem personalidades distintas, é essencial conhecer mais sobre o público e o seu comportamento digital. A combinação entre características pessoais e comportamentais possibilita às empresas traçar um perfil mais assertivo dos consumidores.

Pensando nessa tendência, foram criados os perfis digigráficos, que permitem entender como a tecnologia está influenciando a vida das pessoas e como as transformações advindas da inovação estão construindo novas formas de relacionamento com os dispositivos digitais e com o mundo que nos cerca.

Nova classificação do consumidor

 Segundo o estudo apresentado pela agência DM9DDB, a classificação tradicional do público-alvo não é suficiente para traçar estratégias que os atinjam de forma eficiente. A tecnologia mudou a maneira como nos relacionamos com os outros, e essas modificações trazidas pelo digital são baseadas em três critérios que avaliam o quanto e como as pessoas utilizam a tecnologia em sua vida, quais as intenções que elas têm ao consumir produtos digitais e o quanto os recursos digitais estão moldando sua identidade. Assim, com base nesses critérios integrados às perguntas tradicionais, como idade, sexo e classe social, foi desenvolvido o conceito dos perfis digigráficos.

Os cinco perfis digigráficos

Imersos

Para os imersos, as máquinas são mais que um utilitário, são fundamentais para explicar seu desenvolvimento pessoal. Eles acreditam que suas crenças e noções sobre o mundo são moldadas pela tecnologia. Ou seja, ela é essencial para suas existências. Boa parte das relações pessoais dos imersos está concentrada na vida digital. Para eles, as ferramentas digitais são mais que um meio de comunicação, na verdade, elas definem seus interesses e moldam suas identidades.

Os jovens que passam o dia todo online são o melhor exemplo de imersos. Como são muito ativos nas redes sociais, eles confundem em muitos momentos o universo digital com o mundo físico.

Ferramentados

Para os ferramentados, a tecnologia é a maneira mais simples de realizar tarefas que fazem parte de suas rotinas. Porém, não são dependentes do mundo digital. Para eles, a tecnologia permite que as relações interpessoais e com a sociedade sejam mais eficientes. 

A geração X, que experimentou as duas realidades (antes e depois das transformações digitais) são o exemplo dos ferramentados. Eles conseguiram se adequar às mudanças tecnológicas, utilizando-as a seu favor. Ou seja, eles acreditam que tudo deve ser utilizado com cautela.

Fascinados

Os fascinados são aqueles que estão sempre acompanhando todas as novidades do mundo digital. Eles sentem a necessidade de adquirir e consumir todas as inovações tecnológicas e gostam de ser reconhecidos como modernos e atualizados. Os fascinados são a prova de que as interações mudaram com a evolução digital. 

As pessoas que trocam de celular com frequência ou que estão por dentro de todas as novidades relacionadas a tecnologia exemplificam os fascinados. 

Emparelhados

Os emparelhados veem a tecnologia como uma ferramenta cada vez mais necessária para a conclusão de suas atividades e para se relacionar com o mundo moderno. Para eles, as ferramentas digitais e dispositivos tecnológicos são como uma extensão do próprio corpo. Ou seja, sem a tecnologia tudo se torna mais burocrático e difícil.

Como a conectividade é sinônimo de eficiência e produtividade, se encaixam nesse perfil os executivos e gestores de grandes organizações.

Evoluídos

Os evoluídos já nasceram imersos no meio digital, ou seja, eles não conseguem imaginar o mundo antes da era digital. São totalmente dependentes da tecnologia. 

A chamada geração Z exemplifica os evoluídos. Fazem parte dessa geração, as crianças que se relacionam com a tecnologia desde muito cedo por meio de dispositivos móveis, por exemplo. Como já nasceram no mundo digital, dominam todas suas funcionalidades e, provavelmente, não conseguiriam viver em outra época.

Em resumo, a identidade de cada pessoa dentro do mundo online varia conforme sua personalidade digital. Aspectos sociais, demográficos e econômicos ou qualquer outra característica avaliada no ambiente offline, já não são mais considerados pontos principais para classificar os consumidores digitais. Pelo contrário, o comportamento dessas pessoas é peça fundamental para que as empresas obtenham sucesso no mundo digital.

 

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