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Como o clima afeta o varejo

Como o clima afeta o varejo

Um aspecto que deveria fazer parte da estratégia comercial de mais profissionais do varejo é a meteorologia: afinal, as alterações do tempo afetam vários aspectos do dia a dia do cliente, como a mobilidade urbana, a circulação de pessoas e as demandas por produtos específicos.

Nos Estados Unidos, a prática de monitorar as condições climáticas para direcionar ações de vendas é mais comum e, dependendo do porte do empreendimento, é feita de hora em hora.

Eis alguns dos exemplos mais comuns de ações que podem ser baseadas em climatologia:

  • Reposição de produtos específicos no estoque;

  • Aumento ou redução da oferta de certo produto, com base na demanda;

  • Mudança de preços conforme a procura;

  • Mudanças na vitrine para chamar a atenção para promoções sazonais.

Clima e comércio

Não é necessário chegar ao ponto de fazer adaptações diárias com base nas previsões climáticas - isso demanda um sistema de monitoramento sofisticado e uma agilidade muito grande para colocar as mudanças em prática a tempo. Considerar as estações do ano já seria um bom começo.

Aqui no Brasil, um dos exemplos mais emblemáticos desse tipo de estratégia é o das farmácias, que focam suas ações de marketing e vendas em remédios antigripais durante o inverno, por exemplo. Complexos vitamínicos e antialérgicos também costumam entrar no planejamento.

A indústria têxtil também oferece uma boa lição para empresas que querem adotar estratégias baseadas no clima: todo mundo já está habituado com as coleções Outono-Inverno e Primavera-Verão. As próprias lojas de roupa normalmente concentram suas promoções na transição de Inverno para Primavera e de Verão para Outono, aproveitando a previsível queda na procura por peças fora da estação.

No ramo de alimentação, há muitas oportunidades nas estações mais marcantes, como aumentar a oferta de sabores de sorvete nos meses mais quentes, ou focar na venda de fondues e sopas durante o Inverno.

Ventiladores e aparelhos de ar condicionado têm um pico na procura quando o calor predomina; de maneira um pouco menos óbvia, liquidificadores e centrífugas de sucos também brilham aos olhos dos consumidores durante o Verão e a Primavera.

Estratégias mais precisas

Considerar as estações do ano é um bom ponto de partida, mas não se deve parar por aí. É preciso considerar também o clima da região em que você atua - principalmente quando se trata de um país tão extenso como o Brasil, em que Norte e Sul podem ter climas praticamente opostos em uma mesma estação.

Ao sul do país, a temperatura tende a cair muito mais durante o inverno do que no Nordeste, por exemplo. Aquecedores, cobertores, mantas, casacos… itens que pouco são usados em Salvador têm uma boa procura em São Paulo.

Além do frio e do calor, é importante pensar nos períodos de estiagem e de chuvas - que trazem suas próprias demandas por produtos. De capas de chuva a água de coco, passando por umidificadores de ar e por isotônicos.

Se você conhece bem o seu público-alvo, então tem uma boa base para elaborar suas “estratégias climáticas”.

Algumas empresas estão recorrendo à consultoria em meteorologia, com análise de dados históricos da empresa ou indústria e correlacionamento com mudanças meteorológicas. Se você puder investir nesse tipo de negócio, há um bom potencial de aprimoramento de resultados.

Em resumo, o varejista que consegue aproveitar as mudanças climáticas para elaborar suas estratégias de vendas pode obter ótimos resultados tanto nas vendas como no engajamento com o público-alvo. Pensar nas estações do ano já oferece uma boa base, mas não se deve esquecer as peculiaridades climáticas da região de atuação da sua empresa. Esses ajustes podem fazer toda a diferença em relação aos resultados obtidos.

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