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Como o varejo pode se preparar para atender os idosos?

Como o varejo pode se preparar para atender os idosos?

A população está envelhecendo e isso não é uma novidade. Atualmente, a expectativa de vida do brasileiro, segundo o IBGE, está em 76 anos, sendo que cerca de 11,5% da população é idosa. Esse índice até 2050 será de 29%. Até 2026, o Brasil ocupará a 6ª posição no ranking de países com mais idosos no mundo. 

A informação nova portanto é o comportamento de consumo dos idosos . Vale ressaltar que a população madura está antenada digitalmente com mais rapidez. O que antes era um bicho de sete cabeças, hoje já faz parte da rotina.

Rumo ao digital

Os sexagenários voltaram para as salas de aula para estudar como mexer no celular. Um exemplo disso é a UAM (Universidade Aberta da Maturidade), um projeto de extensão da UFPR (Universidade Federal do Paraná), que busca a inserção da melhor idade na “modernidade”, além de valorizar socialmente o idoso e incluí-lo digitalmente. Cerca de 400 idosos já passaram pelo projeto desde a criação, em 2012.

E eles não só aprenderam a mexer no celular como estão altamente ativos no Whatsapp. O detalhe é que já existem celulares para eles, com teclas maiores e até atalho da operadora para envio de áudio pelo mensageiro.

No quesito tecnologia, além dos joguinhos, estão sendo desenvolvidos aplicativos para a melhor idade, que lembram os horários dos remédios, oferecem opções de lazer, ampliam a tela do celular e até armazenam dados de pressão arterial e batimentos cardíacos. Nessa linha, os smartwatches chegaram para atender esportistas, mas já são febre nos pulsos dos mais velhos, justamente por oferecer o número de passos dados, calorias perdidas no dia e a retenção de informações médicas. 

Além de supermercado e feira, os idosos querem consumir entretenimento, como viagens e passeios onde sintam-se parte da comunidade. Mas no quesito produto, o item vencedor está nos artigos para os pets. O público 6.0 garante qualidade de vida para seus “melhores amigos” nas clínicas veterinárias, banho e tosa, rações, camas, casinhas e brinquedos para os bichinhos. É muito comum ver um idoso adotando um pet e oferecendo para o animal muito conforto, por meio de consideráveis investimentos mensais.

Um mercado em adaptação

É bom lembrar que o idoso de 2019 vem de uma geração em que existiam poucas marcas no mercado, que detiam praticamente o monopólio dos produtos de cada segmento, desde os carros até itens alimentícios. Por isso, a fidelidade os acompanha e ainda é algo difícil de romper para eles, diferentemente da experimentação dos mais jovens.  

A Usaflex é um exemplo de adaptação. De uns anos pra cá, a marca de sapatos começou a fabricar modelos mais coloridos, modernos e com saltos variados, mantendo o conforto e a moldagem para o público sênior. As coleções são tão completas e inovadoras que caíram no gosto também das mais jovens.

A General Motors, assim como demais montadoras de automóveis nacionais e importados, não pensou duas vezes e lançou modelos de veículos sedan com toda a tecnologia dos esportivos. Os modelos completos e altamente tecnológicos hoje são adquiridos pelos sexagenários que ainda resistem a alguns itens, mas se convencem a usar devido à confiança na marca, adquirida por anos. Além disso, a montadora aposta no benefício que os itens tecnológicos trazem para o usuário, como as câmeras laterais e traseiras, carregamento de celular por indução e wi-fi.

Nas grandes redes de varejo, a pesquisa “Tendências do Consumidor em Supermercados 2018/2019” da APAS (Associação Paulista de Supermercados) mostra que 15% dos consumidores brasileiros já fazem suas compras online, adquirindo produtos de limpeza e higiene. Entretanto, 57% dos entrevistados ainda preferem escolher os produtos e tê-los em mãos imediatamente. A pesquisa portanto mostra que há uma parcela aderente às entregas, mas a grande maioria ainda é resistente quando o quesito é mercado. O autoatendimento é um fator citado pelos pesquisados que mostra autonomia do cliente, além das opções por produtos orgânicos e sustentáveis. Fica aqui a dica para o empreendedor desse segmento.

Já em relação aos produtos mais adquiridos pela internet pelos idosos estão eletroeletrônicos, eletrodomésticos, viagens, livros, móveis, roupas e remédios. O que ainda gera insegurança para esse público não é o desconhecimento sobre a ferramenta, mas sim fraudes e roubos de informações de cartões e documentos. Sendo assim, a Lei Geral de Proteção de Dados veio em boa hora para ampliar as oportunidades virtuais de compras para a terceira idade.   

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