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Mercado e as diferenças culturais

Mercado e as diferenças culturais

 

ENTENDER E RESPEITAR DIFERENÇAS CULTURAIS ALAVANCAM UM RELACIONAMENTO COMERCIAL

Nós, brasileiros, somos conhecidos como um povo acolhedor, simpático, aberto e estrangeiros adoram este nosso perfil. Como turistas ao menos...

Os que chegarem no Rio de Janeiro levarão uma impressão do povo. Para os que chegarem em São Paulo a percepção será outra. Se dentro de nosso próprio território percebemos diferenças culturais entre regiões e até mesmo dentro de nossos próprios estados, imaginem quando falamos de outros países.

Quando se trata de fazer negócios internacionais temos que levar em conta de forma muito séria que as diferenças culturais irão impactar no resultado da transação.

Podemos começar citando questões básicas como a forma de cumprimentar as pessoas.

Por exemplo: os orientais tendem a ter mínimo de contato físico possível com pessoas fora de seu círculo mais próximo ou familiar. Hoje em dia o aperto de mão é visto com mais naturalidade por eles, mas até não muitos anos atrás isto deveria ser evitado. Não estranhem se encontrarem alguma resistência ou aparente descaso ao cumprimentarem um oriental e o aperto não for forte como os nossos costumam ser.   Entre os homens gregos é comum um tapinha nas costas, os indianos juntam as mãos e falam “namastê” e por aí vai.

No mundo corporativo de certa forma universalizou-se o aperto de mãos e pessoas já acostumadas a tratar com estrangeiros, costumam estar habituadas e reagem bem a este contato.

Quando se trata de postura negocial, os conflitos podem se potencializar e se uma das partes não buscar entender questões intrínsecas à cultura do outro povo, as chances de sucesso caem.

Os italianos são expansivos, falantes e gesticulam muito. Os chineses são contidos e sempre buscarão primeiro fortalecer um relacionamento para depois negociar. Uma mesa de negócios entre estas duas culturas é algo no mínimo pitoresco...

A situação mais recomendada é que sempre procuremos ser os mais neutros e observadores possível. Tomar um tempo para se preparar para encontros, estudar fatos e hábitos do país com o qual iremos nos encontrar ajudará a evitar uma “saia justa”. Estudar questões sobre formas de cumprimento, questões de hierarquia, posicionamento nas mesas, temas que devem ser evitados em conversas ainda que informais (aqui no Brasil, por exemplo,  temos como base que não se deve discutir religião, futebol ou política), se a negociação deve ser feita toda de uma vez ou novos encontros devem ser marcados para se fechar o negócio.

Investir tempo nestas pesquisas certamente será um ponto a seu favor! E não esqueça, por mais diferentes que sejamos, o mundo quer se conectar!

Um abraço.

 

Varejo 🎁

Comunidade Sebrae
Lucas Hahn
Lucas Hahn Seguir

Coordenador Estadual de Varejo e Mercado do SEBRAE/PR.

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