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New Retail e os desafios para o varejo

New Retail e os desafios para o varejo

Uma loja física integrada a uma plataforma de e-commerce, com grande uso de dados e métodos de pagamento variados e modernos: esse é uma definição básica do new retail (“novo varejo”, em tradução livre), da qual o grupo chinês Alibaba é o maior representante atualmente.

Com o sucesso do Alibaba, o modelo new retail ganha notoriedade, e outras empresas de varejo procuram tirar lições e se adaptar para aprimorar os próprios resultados.

As 6 bases do New Retail

Antes de adotar um modelo (mesmo que parcialmente) é importante entender o que o caracteriza. De modo geral, o New Retail se apoia em seis “pilares”.

Comércio mobile

De acordo com o relatório Webshoppers 39 (realizado desde 2001 pela Ebit | Nielsen, e nesta edição em parceria com a ELO), o m-commerce (mobile commerce ou comércio mobile, feito por meio de dispositivos móveis) representou 35% dos pedidos (R$40,3 milhões) e 31,3% (R$16,7 bilhões) do faturamento do comércio eletrônico brasileiro em 2018.

Considerando a variedade de dispositivos móveis e de planos de internet disponíveis no mercado, é seguro supor que a tendência do comércio mobile é continuar crescendo nos próximos anos.

Cross Border

O cross border é, basicamente, a capacidade de vender produtos para fora do país - uma prática normalmente dificultada pela necessidade de intermediários, que tendem a encarecer as operações.

O Alibaba montou uma estratégia para contornar essa situação, e agora lojistas do mundo todo podem vender na China, por exemplo, sem precisar ter estoque ou atendimento no país.

Pagamento Mobile e Fintechs

A tendência mobile não se restringe ao ato da compra: o próprio pagamento, feito por meio de dispositivos como smartphones e smartwatches, tende a se tornar mais comum e a simplificar o comércio.

Outro aspecto importante do pagamento, no que diz respeito ao new retail, é o crescimento das fintechs (startups que têm como principal objetivo inovar e otimizar serviços do sistema financeiro). Quanto mais possibilidades de pagamento, maiores as chances de se fechar uma venda.

Uso de dados

No mundo online, cada interação do consumidor com o seu negócio pode ser monitorada e convertida em informação de comportamento - que, por sua vez, pode servir de base para a criação de estratégias de marketing e vendas.

A análise do comportamento do consumidor online já é relativamente comum. No caso do new retail, dá-se um passo além, gerando insights e personalizando ofertas (por exemplo) por meio de inteligência artificial e machine learning.

Ecossistema

Uma iniciativa de new retail deve ser integrada e sustentada por um ecossistema coerente, em que os diversos aspectos (marketing, gestão, logística, pagamentos) “conversem” entre si - permitindo entregas eficientes, práticas e escaláveis. Isso pode incluir também a integração entre os ambientes online e offline, caso se trate de uma loja física que tenha um e-commerce.

Digitalização da loja

Por fim, no new retail o varejista busca ir além do simples “atuar em um canal online”: a loja virtual deve ser conveniente, inteligente, fácil de navegar, e permitir uma experiência rica ao cliente.

Em contrapartida, a loja física também deve se transformar, não se limitando à venda em si. Com o cliente por perto, é possível conhecer seu comportamento, estabelecer uma relação, oferecer experimentações de produtos etc.

Retomando a questão da integração, é possível apostar em soluções mistas como a pick up in store , que une a conveniência da compra online com a experiência da loja física.

O que achou do modelo new retail? Ele pode oferecer bons insights para o seu negócio? Conte para nós nos comentários!

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