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O impacto da pesquisa visual no varejo

O impacto da pesquisa visual no varejo

Se você já se interessou por um produto que viu em uma foto na internet, mas não sabia qual era a marca ou o nome da peça, então com certeza vai ficar feliz com as possibilidades trazidas pela pesquisa visual – uma tecnologia que deve transformar o varejo digital nos próximos anos.

Também conhecido como busca visual ou reconhecimento visual, esse recurso consiste, basicamente, na capacidade de fazer pesquisas em conteúdo gráfico. Sua aplicação mais comum no varejo é a de identificar produtos em fotos ou vídeos e encontrá-los em catálogos de lojas.

De certa forma, é uma resposta à demanda por experiências de compra mais inteligentes e jornadas mais curtas – ou seja, com um intervalo menor entre a descoberta do produto e a finalização da compra.

Dados, inteligência e máquinas

O uso da pesquisa visual no varejo tem dois fundamentos: big data e inteligência artificial. Ambos já foram tema de artigos aqui na Comunidade Sebrae, mas vale a pena recapitular: big data é a captação, tratamento, gerenciamento e análise de grande quantidade de dados; e inteligência artificial é basicamente a capacidade de aprendizado contínuo de máquinas.

Segundo estudo global realizado em 2017 pela Zebra Technologies, 73% dos varejistas acreditam que o gerenciamento de big data é um movimento crítico para os negócios. Com o aumento da oferta de soluções de big data para empresas de todos os portes, a tendência é que cada vez mais empreendedores apostem nessa tecnologia.

Quanto à inteligência artificial, existem diversas aplicações possíveis no varejo: a busca visual propriamente dita; chatbots para atendimento; rotulagem automática de produtos…

Apostando no visual

A união entre big data e inteligência artificial permite que o usuário encontre, por exemplo, uma camiseta que viu no feed de instagram de um influenciador digital e descubra quais lojas vendem esse produto.

Com o crescimento de redes sociais com grande apelo visual (em especial o Instagram e o Pinterest), a exposição de produtos aumenta, e a necessidade de organizar essas informações, também.

Se o único dado que você tem sobre um produto é a sua aparência, surgem barreiras consideráveis para comprar esse produto. Com a pesquisa visual, essas barreiras tendem a cair – e em questão de segundos você descobre a marca, o nome da coleção, os tamanhos disponíveis, os preços e as lojas em que é possível fazer a compra.

Esse tipo de busca pode ser mais versátil do que o puramente textual, que depende de mais informações prévias para poder funcionar corretamente.

É claro que, para se proporcionar uma boa experiência para o consumidor, é necessário ter sistemas bem calibrados, alimentados com dados de boa qualidade. E isso vale não apenas para grandes lojas, mas também para negócios menores que queiram embarcar nessa tendência.

A pesquisa visual pode aumentar as taxas de conversão tanto ao oferecer o produto em si quanto ao mostrar produtos similares (caso a sua loja não tenha em catálogo ou estoque) e fazer recomendações para cross-sell. Além disso, dependendo da maneira como o sistema for configurado, pode automatizar a marcação dos produtos da loja, de modo que eles sejam encontrados mais facilmente.

A forma mais simples de implementar a pesquisa visual em um e-commerce é elaborar um sistema de busca para o qual o usuário possa enviar uma imagem; se você quiser ir além, pode aproveitar a tecnologia dos chatbots e usá-los como "assistentes virtuais" para o cliente, facilitando ainda mais a jornada de compra.

Em resumo, a pesquisa visual é uma tendência promissora para o varejo online, e pode trazer excelentes resultados para as empresas que a disponibilizarem de maneira intuitiva para os usuários.

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