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Aplicação correta do Mark Up

Aplicação correta do Mark Up

Olá, MEIS, por que aplicar corretamente o Mark Up?

No artigo anterior, chamei a atenção dos MEIS quanto ao entendimento das despesas operacionais (variáveis e fixas) de nossas atividades, lembram-se?

Quando alguém me diz, vendi R$ 50.000,00, eu pergunto: quanto você gastou? Não quero desanimar, ao contrário, mas sempre despertar o cuidado, algo repetitivo, quanto ao entendimento que o que é vendido deve pagar o custo de compra da mercadoria vendida além das despesas da operação, como aluguel, e claro, deixar lucro.

Como é importante esse entendimento, mas creio, o artigo anterior despertou a atenção dos MEIS quanto a isso.

Mas quero, ainda enfatizar alguns cuidados quanto à formação de preços.

Dia desses, um empresário MEI observou que vende relativamente bem, percebe movimento em seu espaço comercial, mas, ao final de cada mês, não vê sobra no caixa. Observou que, hoje tem anotações quanto às suas despesas de operação. Mas, mesmo assim "a conta não fecha"

Esse empresário monta e vende sanduíches.

Com mais tempo, poderia ser avaliada as causas, que podem ser algumas, mas logo de cara constatei um equívoco chamado de Mark Up.

Usando um produto que ele chama de "X Egg da Casa".

Consultando a sua ficha técnica que implantou para todos os itens produzidos, o custo de produção, conhecido também por CMV (custo da mercadoria vendida ou custo direto), alcançou o valor de R$ 14,00. Como adotou o percentual de 60% como margem (Mark Up), o empresário apresentou como preço de venda R$ 22,40.

Equívoco que pode sangrar o caixa da empresa, pois é o que parece está acontecendo.

Vejamos, se o preço de venda é R$ 22,40 e o custo de produção é R$ 14,00, o que sobrou foi R$ R$ 8,40. E R$ 8,40 é 37,5% de R$ 22,40.

Muitos empresários se debatem para fazer essa conta. E essa conta precisa ser feita com bastante seriedade pela sua importância para o caixa da empresa.

Vamos entender como a conta deve ser feita e como o coeficiente encontrado deve ser aplicado.

Partindo do princípio que esse empresário adotou 60% como margem ou Mark Up, ele pode usar sempre a fórmula que segue:

(100 - % desejado) / 100

No caso do empresário, seria (100 – 60) / 100 = 0,40. Eis o coeficiente divisor.

Dessa forma, ele deveria dividir R$ 14,00 por 0,40 e encontraria o preço de venda igual a R$ 35,00.

Assustador o equívoco, não?

Apenas para fixar, a margem de 60% deve cobrir as despesas variáveis, as despesas fixas e deixar lucro.

E claro, ficha técnica é basicamente uma tabela com todos os insumos necessários ao preparo de um determinado produto, sendo que, nessa tabela, são especificados o valor unitário, peso e o valor final da quantidade de insumo usada para o produto.

Basta então, redefinir a forma de cálculo do Mark Up para o lucro bater a nossa porta? Não. Tão importante quanto saber fazer preço é determinar quanto precisamos vender nas condições estabelecidas para o preço. Complicado? Não deve ser. Estou falando de metas de vendas. Ou seja, quanto precisamos faturar mensalmente, com os preços estabelecidos com o Mark Up de 60% (nesse nosso caso).

Estou falando de uma série de cuidados, mas, para o parágrafo acima, estou falando de Ponto de Equilíbrio.

Assunto para o nosso próximo encontro.

Sucesso à todos.

 

 

 

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