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DARWINISMO EMPRESARIAL: qual fator garantirá a perenidade do seu negócio?

DARWINISMO EMPRESARIAL: qual fator garantirá a perenidade do seu negócio?

A Teoria da Evolução das Espécies, de Charles Darwin (1809-1882), propôs que os ramos evolutivos das espécies são resultado de uma seleção natural, como o mecanismo básico da evolução, onde somente as espécies adaptadas às pressões do ambiente serão capazes de sobreviver, se reproduzir e gerar descendentes.

Fazendo um paralelo aos modelos de gestão de empresas, sobretudo no mundo pós-pandemia, tem-se observado que somente as companhias que buscam resgatar sua autenticidade organizacional, para produzir benefícios à sociedade, numa relação “ganha-ganha”, estarão trilhando um caminho de sucesso e perenidade empresarial.

Neste ponto, surge uma questão:

Poderemos ter empresas que gerem valor à sociedade e preservação ao meio ambiente, ao mesmo tempo que promovam lucros financeiros?

Esta é uma pergunta que muitas companhias se fazem, sobretudo as micro e pequenas empresas, as quais necessitam manter as contas em dia, numa batalha quase que diária, ao mesmo tempo que precisam firmar sua marca, para alcançar visibilidade e ampliar seu mercado de atuação.

Estudos recentes demonstram que muitas empresas têm se esforçado para adotar políticas de boas práticas sustentáveis, além de buscarem investimentos que aliam retorno financeiro à redução do impacto socioambiental.

As empresas têm vários motivos para buscar a sustentabilidade no seu processo de gestão, tais como ganho reputacional, captação de recursos financeiros de forma mais vantajosa, possibilidade de vantagem competitiva, acesso ao conhecimento proporcionado pela troca de experiências, além do aumento de seu valor mercado.

Contudo, ao adotar a consciência sustentável como estratégia de gestão, as empresas criam uma forma diferenciada de fazer negócios. Esse novo conceito de companhia que integra em seus valores às três esferas da sustentabilidade (ambiental, social e econômica), além incluir o domínio da governança e da inovação (ESG), alcançam resultados intangíveis e enquadram-se em um novo conceito de gestão de negócios: empresas conscientes.

Este conceito tem sua origem no Capitalismo Consciente, conhecimento apresentado por Mackey e Sisodia (2018), o qual demonstra que é possível as empresas trabalharem a favor de criação de valor para seus stakeholders (partes interessadas), gerando lucros e aumentado mercados.

“O capitalismo consciente é um paradigma em desenvolvimento para os negócios que simultaneamente cria vários tipos de valor e bem-estar para todas as partes interessadas: financeiro, intelectual, físico, ecológico, social, cultural, emocional, ético e até mesmo espiritual". (pg. 293)

Por este motivo, as empresas conscientes conseguem reconhecer que o resultado financeiro é consequência deste novo modelo de pensar o negócio, de forma mais ampla e humanizada, com maior preocupação de geração de valor à sociedade e ao meio ambiente. Elas depositam suas estratégias no alcance de seu propósito maior, de como suas atividades podem impactar de forma positiva as pessoas e o mundo ao seu redor.

Neste novo conceito de gestão de empresa, prevalece o bem-estar de colaboradores, que não são mais vistos como meros recursos para alcançar as metas corporativas, mas, sim, vidas que se engajam num objetivo comum, numa realização conjunta de entrega à humanidade.

Por isso, empresas consciente buscam promover mais que produtos e serviços, de forma pontual e mecânica. Seu propósito maior é criar uma entrega que faça a diferença na vida de seus clientes, pensando e potencializando esses benefícios através do uso da inovação, seja ela tecnológica ou não, e ampliando sua responsabilidade na elevação do potencial humano. Agindo desta forma, as empresas conscientes entram em sintonia com as demandas da sociedade, criando relações de confiança com os diversos públicos e partes interessadas (stakeholders).

Ao atuar com a transparência em seus processos, comprovando de maneira genuína sua preocupação com o meio ambiente e com condutas que promovam a inclusão e reduzam a corrupção, a empresa consciente consolida sua marca e cria um sentimento de pertencimento aos seus consumidores, os quais procuram nela mais que produtos e serviços: buscam uma referência de ética e nobre conduta empresarial.

Para ser consciente, conforme Mackey e Sisodia (2018), a empresa precisa ter:

  1. Propósito maior que seja voltado à humanidade, com entrega e benefícios mútuos, colocando este propósito acima do lucro;
  2. Ter integração com os stakeholders, onde todas as partes interessadas tenham o mesmo valor, numa relação horizontal de transparência e confiança;
  3. Adotar uma cultura e gestão consciente, com humanização e sentimento de pertencimento dos colaboradores;
  4. Ter uma liderança consciente, preocupada com as demandas da sociedade e usando seu poder e influência para disseminar o propósito e cultura da empresa.

Para ser consciente, a empresa deve descobrir o propósito de existência de seu negócio. Quando isso acontece, a empresa tem como visão a valorização do potencial do ser humano e entregará produtos e serviços que importam e tenham significado à humanidade. Adotar a cultura da inovação, da transparência e ética e reajustar de forma sustentável seus processos é adquirir um diferencial intangível e imensurável de direcionamento e posicionamento de mercado.

A escolha por ser consciente tem mais relação com a forma de gestão organizacional a ser adota pela companhia, que investimentos financeiros propriamente ditos. Diz respeito ao modo como a empresa se percebe enquanto organização, como pretende criar seu direcionamento de mercado, e quais os valores que está adotando para alcançar esse objetivo. Tem mais relação com a descoberta e aplicação de seu propósito, numa entrega de valor agregado à sociedade, indiferente ao porte organizacional.

“Quando despertada por um propósito, a motivação é intrínseca ao negócio, revelando-se muito mais eficaz e poderosa do que investimento financeiro extrínsecos”. (pg.60)

Empresas conscientes podem e devem transformar este planeta num mundo melhor, de maneira criativa e inovadora, com paixão pelo ser humano e responsabilidade com o desenvolvimento sustentável.

Isto acontece porque a empresa, mesmo sendo pequena ou micro, utiliza sua consciência e inteligência para promover sua perenidade, por meio da seleção natural que o ecossistema mercadológico exigirá, expandindo o potencial de seu negócio, abrangendo seu domínio de atuação e tornando-se uma peça fundamental e relevante no protagonismo de transformação do mundo com um propósito mais sustentável.

Você já pensou em transformar o seu negócio em uma Empresa Consciente, com propósito sustentável, para sobreviver a este novo ambiente do mundo pós-pandemia?

Teremos muito orgulho em auxiliar sua empresa neste processo!

Atenciosamente,

Dra. Gisele Victor Batista

Consultoria em ESG | Mentoria Empresarial e Pessoal | Colunista de Sustentabilidade | Palestrante em Capitalismo Consciente e Mercado de Carbono


Fonte bibliográfica:

MACKEY, J. e SISODIA, R. (2018). Capitalismo Consciente: como liberar o espírito heroico dos negócios. Rio de Janeiro. Editora: Alta Books

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Consultora em ESG e Responsabilidade Social | Mentora Empresarial e de Desenvolvimento Pessoal | Colunista de Sustentabilidade | Palestrante em Capitalismo Consciente, Economia Circular, ODS e Mercado de Carbono.

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