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[ Conteúdo com vídeo] Moda sustentável e a geração de renda para o empreendedor

[ Conteúdo com vídeo] Moda sustentável e a geração de renda para o empreendedor

O empreendedorismo brasileiro na área da moda está alavancando a economia e aumentando as possibilidades de trabalho no país, além de fomentar a sustentabilidade por meio do setor. Apenas no varejo, houve crescimento de mais de 8% no ano passado e as tendências de mercado são de aumento de 13% no Brasil até 2021.

O designer, o comerciante e até o costureiro são funções que podem ser exercidas pelo Microempreendedor Individual (MEI), mas o mercado tem outras inúmeras possibilidades, até porque moda não está atrelada apenas a roupa, mas sim ao comportamento humano.  

 

 

O conceito de moda sustentável, ou também conhecido como eco fashion, é uma definição de metodologias e processos de produção, venda e descarte que sejam menos prejudiciais ao meio ambiente e que fomentem um ecossistema da cadeia de produção ambientalmente inteligente. Nesse contexto, a moda autoral e o second hand são alguns dos processos mais conhecidos da sustentabilidade no segmento. Entretanto, a cadeia de sustentabilidade na moda é vasta e contempla toda a matéria-prima, mão de obra, produção de fibras naturais e sintéticas, consumo consciente, embalagens, descarte e reuso.

Pensando no crescimento do setor sem agredir o ambiente, o setor da moda está sendo ressignificado, reduzindo a quantidade de poluentes usados na produção e diminuindo a retirada de matérias-primas da natureza. Há quem afirme que é possível respeitar as tendências da moda, o lançamento de coleções e obter lucro, honrando aspectos sociais, econômicos e ambientais.

Mas o importante de todo esse movimento é começar de alguma forma. Afinal, ser totalmente sustentável é quase impossível, por demandar o rastreio de muitos itens e processos. Entretanto, a preocupação leva a uma rotina cada vez mais assertiva em relação à sustentabilidade na moda. Além disso, a conscientização sobre a necessidade de potencializar os processos de sustentabilidade na moda já avançaram muito e estão num processo cada vez mais evoluído de cobrança inclusive do consumidor final e da sociedade. 

No caso da fabricação, a dica é usar tecidos de fibras naturais que usam menos produtos químicos no processo, ao contrário das fibras sintéticas. Mas há também a opção de uso de fibras recicladas. O ideal é que a peça seja produzida com produtos mais duráveis e evitem o descarte prematuro. O próprio cultivo da matéria-prima também pode receber alguma providência para evitar o uso excessivo de recursos hídricos no cultivo. Um case nesse ramo é a Osklen, que já utiliza materiais orgânicos, pet reciclado e tecidos recicláveis em suas coleções.

Já em relação às vendas, o brechó “Fermin” de Curitiba, por exemplo, não usa sacolas para as compras feitas, além de participarem e promoverem eventos sobre a moda para todos os estilos, fomentando o reuso para todos. Já o “Roupa Velha com Bossa Nova” dá várias dicas nas redes sociais de como estar na moda com sua roupa velha, ou garimpando poucos itens para manter-se descolado, apostando em boas fotos, otimizadas composições e acessórios diferenciados. São pequenas atitudes que podem ajudar a mudar comportamentos de consumo da comunidade e principalmente dos jovens que estão entre o público que mais consome moda e modismos. As fast fashion sofrem um pouco nesse contexto e acabaram perdendo market share no mercado, o que reduziu as vendas, os empregos e aumentaram os preços. Numa contrapartida, o empreendedor da moda sustentável ganhou mais mercado e tende a crescer ainda mais. Esse é o caso da marca “Amarillo”, de moda autoral que tem como propósito justamente o slow fashion, que valoriza a igualdade e o consumo consciente, onde elaboram e constroem uma cadeia de produção humanizada, conhecendo seus fornecedores tanto de matéria-prima como de prestação de serviços, além de priorizarem a produção de produtos de grande durabilidade, unir vestuário a inovação, a tecnologia, e principalmente a qualidade. 

Comportamento de consumo

Para o consumidor consciente, as dicas são comprar mesmo e apenas o que realmente é necessário, além de consertar danos para usar mais, trocar e customizar peças. A especialista Carmela Scarpi explica que os acessórios transformam as roupas e o segredo é o autoconhecimento. Nesse caso, ela explica que quando a pessoa conhece o estilo que mais lhe cai bem, ela não se curva apenas a modismos e investe melhor e mais consciente nas peças de vestuário, por exemplo. Essa é uma oportunidade para o empreendedor da moda sustentável que, ao conhecer seu público, pode sugerir melhor as compras e orientar para que invistam em itens duráveis e inteligentes de acordo com sua necessidade. 

Essa inclusive é uma macrotendência do consumidor abordados nos últimos eventos de moda: a confiança do público na marca que tem entre os propósitos a preocupação com a sustentabilidade e seus desdobramentos, que dita mudanças na produção, no varejo, no mercado em geral e nas profissões, e mostra o potencial do mercado da moda sustentável. Além disso, mesmo que as compras no geral estejam crescendo no meio online, aumentando os e-commerces e o omnichannel, outra tendência é a necessidade de conexão humana B2C, que é oportunizada mediante uma relação de confiança, onde o consumidor mapeia as marcas que consome em todos os sentidos. 

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