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Produtos artesanais: Como a busca pela personalização tem ajudado o MEI

Produtos artesanais: Como a busca pela personalização tem ajudado o MEI

MEI tem 17 categorias de artesanato disponíveis para formalização

 

Uma das formas do artesão se formalizar, obter garantias previdenciárias, oferecer seus produtos para empresas com nota fiscal e ainda proporcionar a segurança de um CNPJ para seus clientes é abrir seu MEI. Após a abertura, o empreendedor passa ainda a ganhar um fôlego em relação ao pagamento de impostos que, durante aquele ano, serão fixos e baixos em comparação com outras modalidades empresariais. 

Há alguns anos, o artesão era visto como uma pessoa que ganhava dinheiro com um passatempo e não com tanto profissionalismo, justamente por não estar vinculado aos pagamentos de custas empresariais.

Esse perfil tem mudado radicalmente e, ao contrário do passado, a preocupação com o reuso, uso consciente e valorização da cultura local tem se tornado alvo de muitos adeptos pelas boas práticas, além é claro de obter um produto que muitas vezes é exclusivo e feito de acordo com sua necessidade e gosto. Há ainda o cliente que prefere adquirir um produto feito pelas mãos de outra pessoa, humanizando a relação profissional. Com isso, a arte e o artesanato passaram a ser muito mais valorizados pelo cliente e buscados pelo MEI.

Apenas nas categorias de artesãos há a possibilidade de atuar 17 categorias, entre elas bijuterias, borrachas, cerâmica, cimento, gesso, louças, madeira, metais, vidros, têxtil, e outros.


Arte e Artesanato: Oportunidade na personalização

Existem alguns objetos feitos à mão que são verdadeiras obras de arte. Uma amiga me indicou o trabalho da artista Emília Wanda, que encontrou na porcelana uma forma de materializar uma árvore genealógica. Ela pinta em pratos e canecas os membros das famílias com ícones que representam as pessoas. Há também a possibilidade de fazer uma homenagem de aniversário, bodas, casamento e até uma turma de alunos presentearem suas professoras. A criatividade é infinita, mas a pintura com certeza é única, exclusiva e personalizada.

Você já pensou em ter um boneco seu? Impossível resistir ao trabalho da gaúcha Debora Warrior com biscuits. A artesã faz pop, topos de bolos, lembranças de festas, pingentes, decoração, blocos e chaveiros com o personagem que o cliente desejar. Se o comprador quiser fazer um pop seu ou de quem desejar presentear, basta enviar as características por meio de um formulário que a especialista possui no e-commerce. A diferença é que o cliente pode ainda conversar via WhatsApp com a artesã para acertar detalhes. Débora também faz o biscuit em outros formatos além do pop. Já pensou em carregar um bonequinho do seu filho(a) no pingente da corrente que seja uma representação real da criança?  

Para quem quer presentear no final do ano ou mesmo ter boas ideias para amigo secreto, a artesã Suhellen Prestes fabrica sabonetes veganos, artesanais, naturais e 100% biodegradáveis. O empreendimento começou por desejo próprio e caiu no gosto das amigas que acabaram pedindo várias encomendas. Assim, Suhellen passou a fazer o produto para vender, criando a marca Bargho. O cuidado e o carinho da saboaria é visível aos olhos.

Para quem visitar Curitiba neste final de ano, as barracas de artesãos da Feira do Largo da Ordem são só verde e vermelho. As opções natalinas são imensas, desde guirlandas, biscoitos, bonecos do noel, peso de porta, até decoração para todos os ambientes da casa. Muitas das opções são exclusivas e únicas, feitos em processos artesanais. A feira é fixa durante o ano e recebe milhares de visitantes todos os domingos, no período da manhã até início da tarde. Feiras como essa existem em diversas cidades e capitais e costumam ter o artesanato local sendo vendido e exposto. Além disso, um calendário de feiras itinerantes também percorre o Brasil, levando a arte manual por todo o território nacional.   

A valorização do trabalho manual e artesanal tem gerado renda para o país e contribuído com o crescimento econômico do Brasil, além de possibilitar que o dinheiro circule, ampliando o poder de compra das famílias. O artesanato movimenta R$ 50 bi por ano, gerando renda para mãos de 10 milhões de pessoas. A ocupação tem feito crescer os índices de formalização por meio do MEI e alavancado o setor do turismo em muitas regiões brasileiras. 

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