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Qual a melhor fonte de investimento para o MEI?

Qual a melhor fonte de investimento para o MEI?

A busca por uma fonte de investimento é o sonho de muitos empreendedores. Porém, muitos Microempreendedores Individuais (MEIs) ficam receosos se o retorno gerado pelo investimento adquirido será lucrativo ou custoso à empresa.

Uma das melhores formas de saber qual a melhor fonte de investimento é avaliando as condições do fluxo de caixa. Com um bom planejamento, organização e pesquisa, é possível fazer bons investimentos. Também é importante salientar que cada capital tem o seu momento. Por exemplo, pegar um empréstimo é bom quando o empreendedor tem previsão de retorno financeiro. Já quando o MEI tem uma ótima ideia e está no início do projeto, o famoso startup, a incubadora e aceleradora são boas opções.  Obter crédito para empresas é uma missão difícil, mas, felizmente, existem várias alternativas, como veremos a seguir, para conseguir o financiamento necessário. Com visão e planejamento, é possível viabilizar o seu negócio sem recorrer diretamente ao banco.

Fundo de emergência

Para o MEI que quer garantir sua segurança financeira, fazer aplicações em um fundo de emergência é uma boa alternativa. Todo negócio corre riscos, por isso é fundamental tomar alguns cuidados antes de apostar em investimentos mais voláteis. Possuir uma reserva de emergência é uma ótima estratégia para tempos de crise. Se você não quer se arriscar muito, escolha categorias mais seguras e com maior liquidez. Uma boa dica é investir em títulos públicos.

Fundo multimercado

Alguns investimentos são mais arrojados e agressivos. O MEI que não quer investir em renda fixa, pode optar pelo fundo multimercado. Essa categoria agrega investimentos em diferentes classes de ativos.  Para quem está em busca de maior rentabilidade, com pequenas doses de risco, o fundo multimercado pode trazer retornos em médio e longo prazo. Essa categoria é ótima para quem quer diversificar sua carteira de investimentos e buscar maiores ganhos, pois mistura a aplicação de várias modalidades em um único investimento.

Microcrédito

O microcrédito é uma opção para empreendimentos que possuem baixo faturamento. Para o MEI, essa modalidade traz muitas vantagens, como juros mais baixos e menos burocracia, além de ser mais simples e acessível. É importante salientar que o empréstimo bancário pode ser um capital caro para as pequenas empresas. Caso o seu negócio não obtenha o retorno financeiro suficiente para o pagamento do empréstimo, a dívida pode se acumular, por isso é fundamental planejar bem para que o crédito obtido seja utilizado de forma adequada e não represente um problema futuro.

Investimento Anjo

O investimento anjo é efetuado por pessoas físicas com seu capital próprio em empresas pequenas, apostando no seu alto potencial de crescimento para colher os frutos no futuro. Os profissionais que investem nessas empresas agregam valor para o empreendedor por meio do conhecimento, experiência e rede de relacionamentos, além dos recursos financeiros. O investidor-anjo, normalmente, possui uma participação minoritária no negócio. Além disso, não tem uma posição executiva na empresa, mas apoia o empreendedor como um mentor e acompanha a rotina da empresa mais de perto.

O investidor-anjo tem como objetivo aplicar em negócios com potencial de retorno, o que traz um impacto positivo para a sociedade, pois gera oportunidades de trabalho e de renda.

Fontes de fomento

Muitas fundações que concedem bolsas de estudo para quem faz pesquisas científicas, também investem em empresas. Geralmente, o programa de investimento é realizado para micro e pequenas empresas que desenvolvem produtos inovadores. O investimento para a realização de um protótipo inovador é em torno de R$200 mil. Para aqueles que têm o desenvolvimento bem-sucedido recebem uma quantia extra para investir em marketing, vendas etc.

Crowdfunding ou financiamento coletivo

Você já ouviu falar em vaquinha online? Esse investimento consiste na obtenção de capital para iniciativas de interesse coletivo por meio de fontes de financiamento. Geralmente, a iniciativa vem de pessoas físicas. Essa ação na internet tem o objetivo de arrecadar dinheiro para diversas causas, incluindo empresas emergentes.

Para que o projeto seja viabilizado é estipulada uma meta de arrecadação e diferentes faixas de arrecadação. Os usuários se deparam com a sua ideia e resolvem se contribuem ou não para a sua realização. Caso a meta não seja atingida, o projeto não é financiado e o valor arrecadado é devolvido aos doadores.

Dessa forma, o MEI pode fazer uma campanha online em busca de investidores em troca de seus produtos ou serviços, por exemplo. Essa é uma forma simples de conseguir investimentos, pois a campanha pode ser feita em sites próprios ou por meio das redes sociais. Que tal inovar com esse tipo de financiamento?

Incubadoras

Para as empresas que desejam inovar, as incubadoras são uma ótima opção. Elas oferecem espaço físico, assistência técnica e gerencial. Muitas vezes, as incubadoras estão associadas ao poder público e às pesquisas universitárias. Por isso, para que a sua empresa receba o investimento de uma incubadora, o projeto precisa estar relacionado ao objetivo dela. 

Além da disponibilização do espaço físico e de informação de forma objetiva e integrada, as incubadoras também podem auxiliar o MEI quanto à abertura do seu negócio, dando dicas de regularização, capacitação e integração de todas as secretarias que estão envolvidas nas atividades empreendedoras.

Aceleradoras

Podemos dizer que as aceleradoras são um tipo moderno de incubadoras. Elas são fundadas por investidores e grandes empresários, portanto, podem investir em empresas de diversos ramos. O interessante é que o conceito de acelerar uma startup não quer dizer apenas ajudar com recursos, mas sim otimizar a sua gestão, oferecendo consultoria, treinamentos, orientando mudanças estruturais e intermediando possíveis contatos parceiros. Em troca dessa assistência, elas recebem uma participação acionária. Uma característica das aceleradoras é que elas procuram investir em empresas que apresentam alto potencial de crescimento em um curto período. 

Para o MEI é viável buscar uma aceleradora, uma vez que o negócio esteja no início. Além de todo o suporte que a aceleradora pode fornecer ao empreendedor, ela possibilita que sua carteira de clientes seja expandida, já que é um excelente canal de networking.

Capital próprio ou bootstrapping

O capital próprio consiste em um conjunto de ações que visa o início de um negócio sem a utilização de um capital oneroso. Muitas vezes, o MEI adota essa fonte de investimento porque deseja tocar o negócio sozinho. O capital pode vir das finanças pessoais, subsídios e até mesmo das receitas operacionais do próprio negócio.

Para o MEI que não quer se endividar, principalmente na abertura de sua empresa, utilizar o capital do próprio faturamento é uma maneira de manter as finanças em dia e fugir dos juros de financiamentos.

Outra vantagem desse tipo de investimento é que o empreendedor fica mais atento ao fluxo de caixa, o que possibilita maior controle e planejamento do negócio.

Como vimos, existem diversos tipos de investimentos no Brasil. Para o MEI, há diversas opções de crédito. Para isso, é importante avaliar as condições de cada um e prestar atenção nos principais atrativos de investimentos, como propostas de valor consistente, preenchimento de lacunas no mercado, potencial de crescimento, modelo de negócios inovador, resultados financeiros etc. Seja qual for a opção que você escolher, é fundamental se organizar, ter um bom controle financeiro e, também, o apoio estratégico de um contador. E aí, pronto para buscar a melhor fonte de investimento?

 

 

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