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Uma análise Macroeconômica

Uma análise Macroeconômica

A pandemia do novo COVID-19 alterou as condições de saúde e vida bem como da economia em questão de semanas ao redor do mundo. Isso impactou diretamente na capacidade produtiva das nações, na manutenção de renda e emprego, na liberdade de ir e vir dos cidadãos bem como na autonomia de escolha dos agentes econômicos diante de um fenômeno novo, que, apesar de sua origem estar no âmbito da saúde, tem colocado grandes desafios aos governos e a todas as instituições dada a necessidade de paralisação prudencial das atividades econômicas tidas como não essenciais. Diante deste contexto faz-se necessário a adaptação de novos hábitos e rotinas e, com certeza, nos negócios, especialmente os de pequeno porte. Evidentemente muitos são os desafios que os empreendedores têm a enfrentar, muitas são as dúvidas, as angústias e os questionamentos diante de uma conjuntura de incerteza e medo.

Com isso, entender o cenário macroeconômico brasileiro e mundial pode fazer a diferença na maneira de se conduzir as empresas, principalmente para os micros e pequenos negócios, que mais sofrem com crises de qualquer natureza. Mas, para muitos empresários entender de macroeconomia é um tanto quanto complicado, um trabalho apenas para economistas. Então recorre-se a um deles para entender o “economês”. Alfred Marshall, grande economista nascido no ano de 1842 definiu a economia como “o estudo do homem nos negócios comuns da vida”. Assim, na chamada macroeconomia os “negócios da vida comum”, são estudados de forma conjunta, ou seja, observando-se a economia como um todo. Entre as variáveis analisadas pela macroeconomia estão o PIB (a soma de tudo o que é produzido em uma economia), as taxas de juros, o nível de emprego e desemprego, a taxa de câmbio (preço de uma moeda estrangeira) e os preços agregados (inflação). Fica mais fácil entender o que Marshall quis dizer com “estudo dos negócios comuns da vida” quando se percebe que todas essas variáveis da macroeconomia têm impactos sobre as pessoas e empresas, e, justamente por isso são tão importantes! Então, o que esperar dos movimentos dessas variáveis? E o crescimento do país como ficará? E o comércio internacional? O nível de empregos? E o meu negócio nesse contexto?

O relatório Focus publicado pelo Banco Central dia 27 de março corrente, contém um resumo das expectativas de mercado a respeito de alguns dos indicadores da economia brasileira e aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) apresenta uma expectativa de retrair em 0,48%, devido ao isolamento social. Entretanto, de acordo com o relatório publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), em 01 de abril, a queda na produção da economia brasileira poderia chegar a 1%, tendo em vista que ainda não se sabe por quanto tempo a quarentena vai prosseguir e o quanto a indústria nacional irá produzir, já que o consumo das famílias vem sendo direcionado principalmente para os bens voltados à sobrevivência.

Quanto à inflação e a taxa de juros, espera-se também que elas caiam. Ainda no relatório Focus, consta que a inflação de 2020 está estimada em 2,94%, bem abaixo da meta do governo que é de 4%. A inflação é o termômetro da atividade econômica expondo que existe uma pressão negativa sobre os preços, porque a economia está “paralisada” e a demanda (consumo) por produtos e serviços diversos diminuiu. Já com relação à taxa de juros que se encontra em 3,75%, espera-se que ela caia ainda mais para evitar que a retração da economia seja ainda maior. Portanto, é hora de repensar os investimentos em setores que produzam bens e serviços não essenciais, ser criativo e pensar em novos segmentos!

Outro dado importante, refere-se ao consumo de alimentos das famílias brasileiras. A compra de frutas aumentou cerca de 30% ao passo que o consumo de fast food diminuiu. Observando dados como esses, empreendedores que cultivarem boas ideias para o ramo da alimentação, poderão enxergar nesse cenário novas oportunidades e, ao responder rapidamente à tais mudanças, permanecer sustentavelmente no mercado.

Quanto ao cenário internacional, o crescimento da economia mundial também será afetado neste ano, com previsões que variam de 0% à 1,5%, de acordo com a Bloomberg Economics e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Além disso, muitos dos países economicamente fortes estão sendo afetados pelo novo COVID-19, o que fez com que o transporte de mercadorias caísse 2,6% no mês de janeiro, dados que se atualizados podem chegar a 20% no mês de março. Por isso, muitas nações ao se prepararem para enfrentar tal período, estão dificultando as exportações agrícolas de seus países.

Na contramão, outros países estão reduzindo suas barreiras comerciais para montar estratégias de reserva de alimentos e matérias-primas, situação que pode representar oportunidade para produtores que têm grãos em estoque, por exemplo. Por isso buscar informações confiáveis e pesquisar, é fundamental!

Essa redução, indicada pelas variáveis econômicas, poderá levar ao crescimento do desemprego que já tem sido bastante alto no Brasil e a mudanças no mercado de trabalho. Nesse contexto, cabe ao Estado auxiliar e subsidiar os empresários para assegurar a atividade econômica, já que sem emprego não há renda, sem renda não há consumo e sem consumo não há produção. Eis o fluxo circular da economia!

Momentos como o que se está atravessando demostram a importância das políticas econômicas e do papel intervencionista do governo, uma vez que as “livres” forças do mercado não são capazes de ajustar a economia (principalmente quando se enfrenta uma crise). Assim, ações para garantir proteção social são fundamentais para garantir o emprego, a sobrevivência das famílias e dos negócios.

O governo brasileiro já anunciou algumas medidas para evitar a demissão em massa dos trabalhadores: existem planos para flexibilizações pontuais de regras trabalhistas ou adiantamento de parte do seguro desemprego para as pessoas que tiverem sua jornada de trabalho reduzida. Cabe aos empreendedores ficarem atentos aos pronunciamentos do governo para não tomar atitudes equivocadas.

O cenário atual salienta a importância que de que os empreendedores estejam atentos ao mercado, no contexto micro e macroeconômico, buscando informações seguras e auxílio para tomada de decisões. É momento de prudência, planejamento e mudança!

Fonte: Ebook - Resiliência das Empresas - análise de Mercado e Organização Empresarial em período de crise para uma retomada segura.

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